sábado, 30 de julho de 2011

O Candombe ecoa na América!

“Soy celeste, celeste soy yo”
O candombe é o ritmo característico do Uruguai. Lá nasceu a partir da mistura dos ritmos africanos trazidos ao Rio da Prata pelos escravos com sonoridades da música ibérica. O termo candombe, a princípio, referia-se genericamente às danças praticadas pelos escravos negros no Uruguai. Com o tempo, passou a designar o ritmo musical, calcado sobretudo nos tambores - chamados de tangó ou tambó, nome também usado para designar o lugar onde realizavam suascandomberas e a própria dança. Essas manifestações culturais à céu aberto chegaram a ser reprimidas pelas autoridades no século XIX, e por muito tempo foram realizadas apenas em ambientes fechados, em clubes secretos organizados pelos africanos e afrodescendentes. Em geral, o candombe é executado por três tipos distintos de tambores – tambor piano, tambor chico e tambor repique -, que são denominados, em conjunto, como comparsa. No Carnaval uruguaio, formam-se agrupamentos musicais chamados de cuerdas, que saem às ruas acompanhados por multidões de dançarinos e populares. O cortejo é conduzido pelo Escobero, em geral um jovem que tem a função de arauto; o mestre dos tambores é conhecido comogramillero, sempre acompanhado de sua mama vieja - uma mulher vestida de trajes coloridos e com um leque à mão.
O candombe agora ecoa pela América. O Uruguai é campeão sulamericano pela décima quinta vez. Uma geração marcada pela entrega, raça e amor ao país leva a camisa celeste ao topo das conquistas novamente.
Uma camisa. Azul claro. Azul celeste.
Uma camisa pesada.
Uma camisa histórica.
Uma camisa que já vestiu mitos do futebol charrua, como Ghiggia, Ancheta, Schiaffino, Mazurkiewicz, Obdulio Jacinto Varela, Francescolli, Rodolfo Rodrigues e Pedro Rocha.
Uma camisa que renasce fundada numa geração inesquecível, que coloca alguns nomes na galeria de ídolos eternos: Muslera, Diego Lugano, Diego Forlán e Luis Suárez. E o treinador Oscar Tabarez.
Um time com alguns heróis. Que teve em Muslera uma atuação perfeita contra a Argentina. Que teve em Lugano seu capitão, seu líder, seu ideal. Que teve em Forlán sua técnica, sua esperança. Que teve em Suarez seu craque, seu artilheiro incansável. Que teve na batuta de Oscar Tabarez seu maestro máximo, cujo trabalho profundo de 5 anos resultou na consagração da América.
Um time com coadjuvantes brilhantes. Que teve os excelentes alas Maxi e Álvaro Pereira. Que teve leões no meio-campo, Diego Perez, Arévalo, Gonzáles, Cebolla. Que teve guerreiros na defesa, Coates, Cáceres, Scotti. Que teve o frila de cameraman Loco Abreu, mas importantíssimo no elenco, a voz da experiência.
Um elenco: Fernando Muslera, Martín Silva, Juan Castillo, Diego Lugano, Diego Godín, Sebastián Coates, Mauricio Victorino, Andrés Scotti, Martín Cáceres, Maximiliano Pereira, Alvaro Pereira, Egidio Arévalo Ríos, Sebastián Eguren, Diego Pérez, Walter Gargano, Alvaro González, Nicolás Lodeiro, Cristian Rodríguez, Edinson Cavani, Diego Forlán, Luis Suárez, Sebastián Abreu, Abel Hernández.
Um povo. Mais de três milhões de apaixonados.
Enfim, parabéns ao povo uruguaio, parabéns a essa seleção inesquecível. O futebol (e quem ama esse esporte) agradece.

 

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