domingo, 31 de dezembro de 2017

O Reinado Andaluz e a experiência europeia


Tivemos uma temporada vitoriosa para o esquadrão andaluz em 18/19. Em um sprint absolutamente fantástico na reta final do campeonato espanhol, o Almeria tirou 10 pontos em 6 partidas frente ao líder Real Madrid e sagrou-se o bi-campeão de La Liga! Foram 96 pontos e 96 gols nas 38 partidas disputadas. Ainda, na semana seguinte, bateu com facilidade o Barcelona e faturou também a Copa local, a Copa do Rey, com gols de Adriano e Chuli. Por mais um ano, o time vermelho e branco é quem manda na Espanha!


A frustração, pode-se assim dizer, ficou por conta da eliminação nas quartas-de-final da Champions League perante o campeão Bayern de Munique.

De modo geral foi uma temporada muito dura, como explicaremos abaixo. Elenco desequilibrado, tensão e despedidas, quatro derrotas seguidas na liga, falta de verba para novos reforços. Paradoxalmente, grandes vitórias - por exemplo em um grupo de Champions United, Napoli e Dortmund e a liderança obtida com 13 pontos. Um duelo dominante nas oitavas diante do Monaco, bem como uma vitória perante o Bayern em pleno Allianz.

A montagem do elenco ofensivo - o vácuo de Kaká e Villa

A temporada já se iniciou com duas perdas irreparáveis - Kaká e Villa decidiram em conjunto e repentinamente se aposentar dos campos. Isso gerou uma lacuna técnica e emocional que não foi absorvida por todo o ano.

Para encorpar o meio-campo ofensivo, o Almeria trouxe Marlos, Giovane dos Santos e Lodeiro. A ideia de gerar concorrência e melhoria contínua fracassou - Marlos seguiu todo o ano com brilhos esparsos (9 gols e 13 assistências) e os outros dois deixaram o time na metade da temporada.

Sem os veteranos, e ainda com os recursos limitados de um time pequeno, a dúvida era apostar em outros jovens ou em novos medalhões. Admito que ainda é uma dúvida. Para o lugar de ambos a ideia foi trazer um jogador completo com a ousada missão de substituí-los em uma única peça - e essa peça foi Robin Van Persie. O holandês registrou uma passagem discreta porém sempre evolutiva, ajudando no título obtido em sua reta final (9 gols e 8 assistências).

Considerando ainda o poder de artilharia de Villa, o time apostou em Borja - que era seu reserva imediato e fora o melhor jogador no título mundial da Colômbia também comandada por Castro. Entretanto, uma proposta de 42MM do Leisester tirou o avante do plantel andaluz. Para seu lugar chegou o badalado Willian José, por pouco mais da metade desse valor. Willian teve um início arrasador, como artilheiro da Liga nas primeiras rodadas porém decaiu e teve diversos problemas de comportamento - sendo revendido em apenas 6 meses de contrato - ao menos, pelo dobro do valor contratado após 20 aparições e 8 gols feitos.

Agora sem Willian, o Almeria contratou o veterano Pedro - famoso por compor o lado direto de Pep Guardiola no seu espetacular Barcelona. Com problemas de adaptação e a sobrecarga de substituir Villa (algo que já ocorrera no passado em Barcelona), o ano foi de baixa para ele e pouco espaço no time titular.

As debandadas

Com a primeira metade de temporada muito ruim e sem os nomes que o sustentavam (Kaká e Villa), a força de Castro no elenco ruiu. Na abertura da janela de inverno: Trujillo, Morcillo, Alex Quintanilla, Lodeiro, Maxi Rodriguez, José Angel, Emerson e Lodeiro - pediram para serem negociados. Destes, apenas Trujillo e Angel foram convencidos a ficar. Todavia, o golpe mais doloroso veio no último dia de janela, quando o capitão e referência do elenco, Ximo Navarro, pediu para sair por falta de motivação; sua revolta até então silenciosa era tão grande que sua negociação com o Betis ocorreu apenas no nível de diretoria por míseros 5,5MM.

A dependência de velhos conhecidos

Sobretudo no setor ofensivo, o time necessitou de velhos conhecidos para se manter vivo até o final. Corona (2 gols e 3 assistências), Fidel (5 e 8), José Angel (10 e 9, considerando 3 meses de afastamento por lesão), Azzez (4 e 7, ainda que bem abaixo dos outros anos) e Diamanka (7 e 6). Todos com temporadas abaixo do que já realizaram um dia, mas de certo modo fiéis ao time da Andaluzia. Dentre todos, como destaque o garoto Pozo, que chegava à sua terceira temporada no elenco com brilho discreto, porém sempre como opção e nunca solução - firmou-se, ganhou personalidade e ratificou a camisa no elenco titular ao lado de Chuli, fazendo 18 gols e 4 passes finais. Como outro extremo do garoto, a necessidade de utilizar o questionado Quique por tantas vezes, que tivera muitas dificuldades ainda na segunda divisão, mostrou a fragilidade do ataque nesta temporada, com apenas 4 gols e 5 assistências.

Chuli

Com todos o caos que se instalou em Almeria, o pilar que sustentou o time até o final do ano foi o camisa 12, Chuli. Herói do acesso da segunda divisão e coadjuvante brilhante de David Villa no título espanhol, o atacante chamou a responsabilidade de gols, assistências e voz no vestiário. Foram ao todo 25 gols e 11 passes decisivos em 52 partidas, o atleta com mais partidas na temporada. Além da sua primeira convocação ao selecionado espanhol e confirmação da titularidade perante Diego Costa e Alvaro Morata.

Concluindo, a temporada foi vitoriosa em números porém, de longe, a de maior frustração de Castro no comando andaluz. Falta de ascendência no vestiário, resultados ruins, abandonos.. porém dois títulos caseiros. A temporada seguinte necessita de mudanças drásticas - de postura, de elenco, de experiência europeia - se o título da Champions não vier, fatalmente será a última temporada deste já lendário Almeria.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Who Dat? Literally, who dat, Sean?

Que nenhum anjo passe e resolva aprontar conosco, mas que orgulho do meu New Orleans Saints nessa temporada!

O atual 8-2, sendo 8 vitórias consecutivas, é uma gratíssima surpresa! Para os fãs, para os amantes da liga, imprensa. Mas tenho certeza que também para o elenco e toda a comissão técnica!

Assim, como explicar tamanha surpresa? Ou como conseguir mensurar no papel os efeitos de uma CT consistente e uma montagem de elenco equilibrada?

Comecemos pelo Head Coach Sean Payton e sua CT. Depois do Bounty System, revelado em 2012, eu realmente não acreditava que Sean daria a volta por cima. E as últimas temporadas, apesar do ataque aéreo arrasador (mérito muito de Brees, diga-se) o Saints não tinha equilíbrio suficiente para se tornar um time vencedor na NFL. Soma-se a isso, coordenadores de defesa que não fizeram bons trabalhos, criando o rótulo do time que faz 5TDs mas toma 6TDs. As últimas 3 temporadas em 7-9 também mostravam outro fator dominante: o Saints (quase) só vence quando atua no SuperDome. Entretanto, no seu décimo ano de contrato, e cercado de bons coordenadores e um elenco mais consistente, Sean conseguiu entregar o que New Orleans precisava: equilíbrio e variedade. Expliquemos.

A dúvida: a saída de Jimmy Graham fora extremamente traumática ao time e as fãs há alguns anos. Graham era o principal alvo de uma equipe que planejava voltar à glória. Depois disso, a transformação de Brandin Cooks tomou corpo e a conexão com Brees era incendiária. Entretanto, a sedução de servir à Brady e aos Patriots falou mais alto, causando uma grande dúvida no ataque dourado nesta temporada
.
O draft: a pick 11 trouxe Marshon Lattimore; a pick 67, na terceira rodada do draft, trouxe o seguinte nome: Alvin Kamara. Sem falar em Ryan Ramczyk, pick 31. Que acertos!

A correção do erro: a contratação de Adrian Peterson podia ter sido festejada pelo tamanho do atleta, um provável hall of fame. Porém, sua sombra podia tornar Mark Ingram, em notória ascensão na carreira, algo questionável. Sean Payton acertou em manter o #22 como titular e, eventualmente, dispensar o veterano RB. Espaço no elenco e paz no vestiário.


A defesa: o coordenador Dennis Allen mudou a vida do Saints. Depois de uma tempoarada de acertos na equipe, neste ano um bom draft (e o reflexo de bons drafts nos anos anteriores) fez com que tivéssemos uma DL agressiva e, sobretudo, uma segunda linha muito veloz e habilidosa (ah, Lattimore, seu lindo!). Uma defesa top 10 em defesa total, pontos cedidos (nono) e contra o passe (nono) – além de um número expressivo de sacks e interceptações – pouco mais da metade da temporada, superando o total nas três temporadas anteriores.

O ataque: terceiro em pontos, primeiro em jardas totais, segundo em passes e terceiro em corrida. Multidisciplinaridade - conjunto de disciplinas a serem trabalhadas simultaneamente, sem fazer aparecer as relações que possam existir entre elas, destinando-se a um sistema de um só nível e de objetivos únicos, sem nenhuma cooperação (fonte: educabrasil.com.br). O ataque dos Saints sempre foi conhecido, na Era Brees, pelo seu foco no jogo aéreo. Nada mais justo, pela capacidade e genialidade do #9, que assim fosse. Entretanto, uma OL de absoluto respeito e o nível de jogo que os RB e WR/TE do elenco permitem, criou um sistema de ameaças múltiplas, inviabilizando a estratégia das defesas adversárias. Kamara, por exemplo, é o ícone da imprevisibilidade do jogo ofensivo dourado e preto. O #41 é uma ameaça correndo e recebendo passes – é o segundo do time em jardas corridas e o terceiro em jardas recebidas (459 e 447, respectivamente). Ingram é top 3 dos RB da liga hoje, já com mais de 800 jardas e 8 TDs. Contra o Bills, no último dia 12, todos os 6 TDs foram corridos, algo único na história da franquia. Pelo alto, mesmo sem Cooks, Michael Thomas vem se impondo, com AVG de 11,6 jardas por recepção; e o contestado veterano Ted Ginn também sendo muito prolífico, com 16,3 – alvo maior das big plays. Brees, por último, segue sendo letal pelo alto (2783 jardas e 15 TDs, sendo 1 corrido contra os Bills); todavia, a sua humildade em apostar no jogo corrido como carro chefe (>50% das jogadas), mostra que não liderar as estatística da NFL nestes quesitos, como está acostumado não necessariamente é algo ruim. Ainda assim, é top 3 de pass rating e precisão nos passes feitos.

A tabela e o desafio: o Saints teve muita sorte na sua tabela após as duas derrotas de estreia. Enfrentou equipes relativamente fracas e outras com QBs principais lesionados (vide Packers sem Aaron Rodgers). De todo modo, e com todos os questionamentos, o time foi clutcher diante dos Redskins, na épica virada de ontem, e mostrou que não era apenas sorte – mas muita estrutura e competência.

Enfim, todos os fatores acima se somam e, se o anjo não aprontar e tudo seguir como está, conseguiremos matar a saudade de disputar os playoffs e sonhar com essa cena novamente...

Who Dat!
Sonhando alto com essa cena S2

sábado, 11 de novembro de 2017

Um conto de fadas Andaluz: a temporada 2016/2017

Um longínquo conto de fadas, uma camisa que foi se tornando pesada. Um legado fruto do domínio árabe difundido à construção de uma nova página na rica história Andaluz. Almeria desbancando gigantes, Almeria campeão espanhol, Almeria campeão da Copa do Rei da Espanha!

Comecemos a narrativa pelo caminho - a história desde o seu início você lerá em "La Alcazaba de Almeria" daqui uns dias.

O jovem Almeria acabara de ser promovido, com louvor, a La Liga. O ímpeto da camisa branca e vermelha se via nos olhos de seus guerreiros. Guerreiros formados da mescla de aspirantes a consagrados heróis. Daqueles que foram forjados à luz da cidade àqueles que já conquistaram até o mundo.

A liderança de um maestro De Castro, que conduzia à força de seu sobrenome, o símbolo da região - significado de fortaleza! Ou seja, La Alcazaba era protegida dignamente.

Abaixo de si, como líderes no campo de batalha, David Villa e Kaká os mais experientes. O primeiro, certamente o mais letal - 28 gols e 8 assistências em 41 batalhas. Ao seu lado, o já herói local Chuli, que com dez anos a menos de experiência, chegara a 17 gols e 12 assistências em 43 batalhas.

E completando os maiores expoentes desta glória, não poderiam faltar dois personagens nascidos no continente para o qual o mar Andaluz abre portas: o senegalês Pape Maly Diamanka e o nigeriano Ramon Azzez. O primeiro, símbolo da raça e perseverança, ponto de equilíbrio e referência de caráter da equipe; o segundo um esguio e destemido talento, com força de defensor e talento de atacante - incríveis 13 gols e 9 assistências em apenas 34 partidas.

O esquadrão principal, decorado facilmente pelos aficcionados locais e frequentadores do Juegos Mediterraneos: Julio Cesar; Ximo Navarro, Mauricio Carvalho, Alex Quintanilla e Passlack; Diamanka, Azeez, Jose Angel e Kaká; Chuli e David Villa. Entretanto, deve-se obrigatoriamente reconhecer que o grupo que fizera a força maior: Trujillo, Corona, Maxi, Borja, Pozo, entre tantos mais.

Esse conto de fadas viu 31 vitórias em 38 jogos. Viu 92 gols feitos e 97 pontos somados.Viu triunfos sobre o Barcelona, Bilbao, Sevilla, Valencia e Atletico.



Viu a final da Copa do Rei ser dominada e conquistada diante do time Real, o de Madrid. Um 2 x 1 imposto, com brilhantismo de Passlack e Chuli.

Esse conto de fadas, cercado por uma fortaleza medieval, viu a Espanha se encantar pelo futebol envolvente e cativante, bem jogado e apaixonantemente disputado. Viu um jovem Almeria ser campeão espanhol 14 pontos acima de seus rivais diretos.

Esse conto de fadas viu, pelos últimos minutos em campo, Villa e Kaká em campos profissionais, com a camisa que passaram a respeitar e amar.

Um conto de fadas que... está longe de terminar... (continua)

domingo, 14 de maio de 2017

#FIFA17: Campeões europeus - AS ROMA 2017/2018

2017/2018 tinha uma missão a se cumprir: dominar a Europa. Como num jogo de WAR, tínhamos claramente os territórios a se conquistar. Amsterdam, Londres, Barcelona, Munique...

Ao mesmo tempo, uma guerra interna não poderia se instalar. Dois territórios rebeldes à Roma foram identificados como potenciais adversários: Nápoles e Turim.

Era a primeira temporada sem Il Capitano, eterno líder das batalhas e camisa 10 dos campos italianos. A capital sentiria falta de Gladiador Totti.

E sentiu. Claramente, não havia uma voz uníssona, que impusesse o caminho sem questionamento de seus comandados. Entretanto, cada guerreiro se fez individualmente mais importante, fazendo com que ambas as guerras se fizessem vitoriosas - campeão do Calcio e da Champions League.

A guerra civil do Calcio teve contra o exército de Napoli o maior adversário. Após 38 confrontos, a batalha fora conquistada nos últimos dois confrontos, com uma vantagem de sete pontos frente aos azuis protegidos por San Paolo.

A Copa Itália, conquistada com tanto sofrimento no ano anterior, teve ares de drama maiores ainda - todavia com derrota dos romanistas. Os guerreiros de Turim obtiveram uma virada épica, e por 1x2 impuseram a única taça não conquistada.

Se dentro de seu território havia toda essa tensão, conquistar a Europa fora tão mais intenso quanto se fazia necessário. A batalha de Barcelona, terminada em empate por 3x3 mostrou a dureza que o caminho exigiria. Na fase de mata-mata ocorreram: batalha de Londres - 5x2 diante do Tottenham; batalha de Munique - 5x3 diante do Bayern; batalha de Turim - 1x0 contra a Juventus. E por fim, o Dia D contra o Chelsea, 1x0, com gol do faraó El Sharaawy. Campeões europeus!

Como falado, foi o ano de vencer com o elenco. Uma temporada desgastante exigiu que Hamsik e Falcão, líderes técnicos do elenco, fossem poupados em diversas oportunidades. Coube neste cenário, também sem Totti, que jovens se firmassem. E assim foi feito - Hernandez, El Sharrawy e Cyprien, por exemplo, surgissem como nomes incontestável nas guerras vencidas. Diferentemente do ano anterior, de temporada avassaladora, foi exigido um futebol mais tático e físico.

A Roma permaneceu em um 3-5-2. Sabia-se vencer a guerra e não havia necessidade de mudar o estilo de jogo consagrado por Capello e por De Castro. Alisson. Hernandez, De Rossi e Thiago Silva; Florenzi, Strootman, Naingollan, Hamsik e Guerreiro. El Sharrawy e Falcão.

Na meta, Alisson se manteve como o grande protetor romanista. Foram 39 partidas e novamente um dos menos vazados ao lado do lendário Buffon. Mvogo e Lobont, seus imediatos, apenas sombras do gigante colorado.

Como seus escudos, apenas De Rossi se manteve como principal peça, com impressionantes 42 partidas disputadas. Com a apagada temporada de Rudiger e saída de Manolas, Hernandez (oriundo de Madri, 30 jogos e 1 gol) e Thiago Silva (33 jogos) completaram o tripé defensivo com excelência. Seus reservas durante o ano foram discretos: Rudiger e Caldara.

Pelos flancos, Florenzi permaneceu brilhando e cada vez se solidificando com ídolo. Floro foi mais discreto em relação ao ano anterior, com 2 gols e 6 assistências, mas contribuindo muito para a equipe como um todo. Do lado esquerdo, onde não se encontrou talento por metade da temporada, Raphael Guerreiro voltou de diversas lesões para se consolidar na posição, e foi uma das principais peças do elenco no final do ano. Emerson, que voltou ao elenco no meio do ano também, compôs bem o elenco romanista.

No meio-campo, em tese defensivo, a liderança foi novamente do Samurai Radja Naingollan. Em 41 partidas, 12 gols e 8 assistências, muitos destes em momentos cruciais das partidas. A raça em pessoa. Ao seu lado, Strootman, principal passador do Calcio, com 10 passes para gol. Os reservas contribuíram muito, mostrando a força da equipe. Paredes, Tielemans, Andrea Pirlo fizeram 11 gols e 17 assistências, somados, e não deixaram cair quando necessária a folga aos titulares.

Um pouco de Radja Naingollan

Nascido na Antuérpia, ele foi abandonado pelo pai, um imigrante indonésio, ainda criança. Foi criado sozinho pela mãe, Lizy, que trabalhava em dois empregos para sustentar cinco filhos: quatro garotos e uma menina, Riana, que é gêmea de Radja, também é jogadora de futebol e defende o mesmo clube que o irmão: a Roma. A infância difícil em um bairro de imigrantes formou sua personalidade complicada. Ele é conhecido por ser meio maluco e raramente levar desaforo para casa nas partidas. Nainggolan começou a jogar pelo Germinal Beerschot, da Bélgica, e foi em seguida para a base do Piacenza, da Itália, time pelo qual se profissionalizou. Em 2010, ele conseguiu uma transferência para o time que transformaria sua vida, o Cagliari, também da Itália. Na mesma época, porém, sua mãe morreu, após longa luta contra um câncer no pulmão. Hoje, Radja tem tatuadas nas costas as asas de um anjo. Na esquerda, está a data de nascimento e, na da direita, a data de falecimento da mãe que batalhou para lhe formar (ESPN).

A armação foi liderada pelo gigante Hamsik, mais uma vez. 19 gols e 5 assistências, sem prêmios individuais, mas consistente e clutcher como se esperava desde sua chegada. Números mais baixos não afetaram o time por um motivo, que tem nome e sobrenome: Wylan Cyprien. Incríveis 17 gols e 9 assistências, gols decisivos e o atleta com mais atuações na equipe nesta temporada; o jovem foi certamente o símbolo da força deste exército romanista. Completanto, mais discretamente, Salah, Tadic complementaram o elenco com pouquíssimas atuações relevantes.

No ataque, a vez foi de El Sharrawy. O pequeno Faraó dividiu a liderança da artilharia com Hamisk (19 gols), mas contou com 12 assistências em menos jogos (38 a 41 do eslovaco), tornando-o em números o atleta de maior destaque da Roma. A vice-artilharia da Champions, com direito a gol na final, porém, valida não só estatisticamente o brilhante ano deste jovem talento. Radamel Falcão foi menos intenso, mas fundamental: 14 gols e 15 assistências - números bons para um atacante experiente e que soube, em má fase nas finalizações, distribuir os passes para decisão de seus colegas. Contribuindo ainda no setor, somando impressionantes 31 tentos; Calleri (10 gols e 6 assistências), Lucas Perez (7 gols e 4 assistências), Mbappe (2 gols e 1 assistência), Dembelé (7 gols e 1 assistência) e Cerci (5 gols e 5 assistências).

A Roma conquistou a Europa, Algo que lendas como Falcão e Totti não conseguiram com a camisa grená e laranja. Mas agora, qual o desafio para este time? Com tudo possível conquistado, há desafios pela frente? Veremos em 2018/2019...

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Manu



Em apenas duas temporadas, de quinze disputadas, ele teve mais de 30 minutos em quadra durante a temporada regular. Médias de pontos, assistências e rebotes apenas na média.

Um porte, a olhos inocentes, incompatível com uma liga tão física quanto a NBA.

O exemplo que qualquer dicionário utilizaria para definir o termo "low profile".


4 vezes campeão da NBA, 1 vez campeão da Euroliga, ouro Olímpico em Atenas e vice campeão mundial com o esquadrão argentino de 2002.

E campeão de tudo isso como protagonista ou muito próximo disso - um talento sobrenatural, atacando e defendendo com a naturalidade de quem está no quintal brincando com os filhos.

Um nome de um maiores trios da história do basquetebol: Parker - Ginobili - Duncan. Um Spurs pra vida.

39 anos e contando...

Paixão absoluta que faz de seu corpo uma máquina ilimitada, que faz de sua mente objeto de estudo pela obsessão e foco em conquistar... tudo o que já conquistou mais uma vez. Apenas mais uma vez!

Um cara que te obriga a amar esse jogo e admirar seus minutos em quadra.

Li hoje o bom Bala na cesta, no UOL. E a conclusão é mesma, que me perdoe Oscar e qualquer eventual injustiçado: Ginobili é o melhor jogador sulamericano que já existiu no esporte da bola laranja.

Portanto, senhores: desfrutem! A história está sendo escrita perante nossos olhos.

Abraços.

 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Em busca do 2º título, Juventus visita Taubaté na abertura da Copa Paulista; Veja os grupos

Em 2017, Juventus e Taubaté já se enfrentaram pela Série A2 do Paulista (Foto: Ale Vianna/C.A. Juventus)

Lutando pelo bicampeonato e pelo fim do jejum que já dura uma década, o Juventus terá o privilégio de abrir a 18ª edição da Copa Paulista, que será realizada entre 30 de junho e 26 de novembro. Comandada pelo recém-promovido Edilson Chiari, a equipe grená visitará o Taubaté, na sexta-feira (30/06), às 19h, em estádio a ser definido pela FPF.

Em 19 de março, o Moleque Travesso e o Burro da Central empataram por 1 a 1, na Rua Javari, pela 11ª rodada da Série A2 do Paulista. Na ocasião, os mandantes abriram o placar no primeiro tempo, com Felippe Nunes, enquanto os visitantes igualaram o marcador logo depois, com Éverton. O Juventus ficou em 7º lugar, e o Taubaté, em 10º.

Além dos clubes mencionados, integram o grupo 3 Santos, São Caetano, Portuguesa, Água Santa, Portuguesa Santista e Nacional. O Azulão está junto com o Bragantino na decisão da Série A2, fato que lhes assegura vaga na elite estadual do próximo ano. A final única ocorrerá no próximo sábado (06), às 19h30, no Estádio Anacleto Campanella.

OS RIVAIS

A Portuguesa Santista terminou a Série A3 na 8ª posição, com 8 vitórias, 5 empates, 6 derrotas, 28 gols feitos e 20 sofridos, sendo eliminada nas quartas de final para o Olímpia, com placar agregado de 4x2. A Briosa cedeu o empate por 1x1 em casa, no Ulrico Morsa, e não resistiu à pressão atuando no domínio adversário: 3x1 Olímpia na volta.

O Nacional foi o 6º colocado na Série A3, somando 9 vitórias, 4 empates e 6 derrotas. Converteu 22 gols e sofreu 23 bolas na rede. Nas quartas de final, superou o Rio Branco por 3x1 no placar agregado. Pode subir caso vença o Olímpia. A vaga será disputada nos dias 06 e 14 de maio, em Comendador Souza e Maria Tereza Breda, respectivamente.

A Portuguesa finalizou a Série A2 na 13ª posição, correndo risco de rebaixamento. Venceu 7 vezes, empatou duas e perdeu em 10 ocasiões. Marcou 18 gols e teve a meta vazada 24 vezes. No confronto direto com o Juventus, perdeu por 3 a 1, na rua Javari, pela 12ª rodada - os tentos grenás foram marcados por Caihame, Léo Ribeiro e Jorge Mauá.

São Caetano garantiu o acesso ao Paulistão
O Água Santa liderou a primeira fase da Série A2 com 10 vitórias, 5 empates e 4 derrotas, com 31 gols feitos e 16 sofridos. Ganhou do Juventus em Diadema, por 1 a 0, na 2ª rodada. Apesar da grande campanha, caiu nos pênaltis para o Bragantino na semifinal (5x3), após um triunfo mínimo como mandante para cada lado.

O São Caetano foi vice-líder da A2 com um campanha semelhante à do Água Santa: 10 vitórias, 4 empates, 5 derrotas, 32 gols feitos e 19 sofridos. Quando foi visitado pelo Juventus, perdeu por 2 a 0, na 10ª rodada. No duelo da semifinal, fez frente ao Rio Claro jogando no interior e o atropelou na partida da volta (2x2 e 3x0).

Veja abaixo os grupos e a tabela do Juventus na Copa Paulista:


GRUPO 1

Ferroviária (12º da A)
Linense (7º da A)
Marília (11º da A3)
Mirassol (11º da A)
Noroeste (14º da A3)
Penapolense (9º da A2)
Velo Clube (15º da A2)*

GRUPO 2

Atibaia (12º da A3)
Desportivo Brasil (7º da A3)
Grêmio Osasco (13º da A3)
Inter de Limeira (2º da A3)**
Rio Branco (3º da A3)
São Paulo (time B)
Taboão da Serra (5º da A3)

GRUPO 3

Água Santa (1º da A2)
Nacional (6º da A3)**
Juventus (7º da A2)
Portuguesa (13º da A2)
Portuguesa Santista (8º da A3)
Santos (time B)
São Caetano (2º da A2)***
Taubaté (10º da A2)

TURNO

30/jun - sex 19h - TAUBATÉ X JUVENTUS
09/jul - dom 10h - JUVENTUS X ÁGUA SANTA
16/jul - dom 10h - PORTUGUESA X JUVENTUS
19/jul - qua 15h - JUVENTUS X NACIONAL 
23/jul - dom 10h - PORTUGUESA SANTISTA X JUVENTUS
19/jul - sáb 16h - SANTOS X JUVENTUS
06/ago - dom 10h - JUVENTUS X SÃO CAETANO

RETURNO 

13/ago - dom 10h - JUVENTUS X TAUBATÉ
19/ago - sáb 15h - ÁGUA SANTA X JUVENTUS
27/ago - dom 10h - JUVENTUS X PORTUGUESA 
30/ago - qua 15h - NACIONAL X JUVENTUS
03/set - dom 10h - JUVENTUS X PORTUGUESA SANTISTA
10/set - dom 10h - JUVENTUS X SANTOS 
17/set - dom 10h - SÃO CAETANO X JUVENTUS

* Rebaixado para a Série A3 de 2018
** Disputam o acesso para a Série A2 de 2018
*** Promovido para a Séria A de 2018

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Festas e despedidas

Time que entrou em campo na despedida do 1º semestre de 2017 (Foto: Ale Vianna/C.A.Juventus)

Tragam pizza e vinho. O nosso querido Clube Atlético Juventus está de festa. Na passada quinta-feira (20/04), a instituição mooquense celebrou 93 anos de existência. E com dignidade, apesar dos pesares. Obviamente, todos gostaríamos de respirar melhores ares em vez de sofrer tanto nas divisões inferiores do futebol estadual. 

Porém, sabemos que nada vem fácil nessa vida severina. E não seria diferente com esse time grená de origem operária. As diferenças existem e é preciso batalhar muito para amenizá-las. Mesmo diante das adversidades, seguimos nossa caminhada ao lado do padroeiro San Gennaro para concretizar o mantra do "voltaremos."

Falando em "voltaremos", aliás, não foi dessa vez. Ficamos no quase. A equipe comandada pelo técnico Wilson Júnior terminou a primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2 na 7ª posição, com 30 pontos em 19 rodadas - apenas dois a menos que o Bragantino, último classificado para a semifinal. O Moleque Travesso contabilizou 8 vitórias, 6 empates, 5 derrotas (52,6% de aproveitamento), 21 gols feitos e 17 sofridos. Gostinho de que dava para ir mais longe.

Após um começo difícil, a reta final criou esperanças. Duas vitórias na Javari sobre adversários bem posicionados, o Rio Claro (1x0) e o Batatais (2x0). Mas a derrota fora de casa para a lanterna União Barbarense (1x0) nos deixou em situação delicada, e a combinação de resultados naquela rodada minou nossas chances de avançar. Apenas cumprindo tabela, nos despedimos desse primeiro semestre ganhando de virada do Oeste, por 2 a 1, no domingo (23), em Barueri.

Quaisquer que tenham sido os erros, eles ficaram lá atrás e agora é preciso sabedoria para tirar conhecimentos deles e não voltar a cometê-los, assim como as experiências positivas devem ser valorizadas para que o atual processo siga evoluindo. O próximo compromisso oficial do Juventus será na Copa Paulista, que deve começar em julho.

Até lá, você pode acompanhar o Bola pro Mato para saber mais sobre a preparação do Moleque Travesso, análises, projeções e, claro, as informações divulgadas pela Federação Paulista de Futebol (FPF) para o torneio no qual buscaremos nosso segundo título após 10 anos da primeira conquista. 2007 ainda vive! Forza Juve!

sexta-feira, 31 de março de 2017

De grão em grão, a reabilitação

Com gol de pênalti, Juventus chega ao 8º lugar na A2 do Paulista (Foto: Ale Vianna/Divulgação C.A. Juventus)

Após o início preocupante e o flerte com a zona de rebaixamento, o Juventus se reabilita aos poucos e hoje já soma nove jogos de invencibilidade na Série A2 do Campeonato Paulista. A marca positiva aumentou graças à vitória por 1 a 0 sobre o Barretos, na tarde de quarta-feira (29), no Estádio Conde Rodolfo Crespi, pela 14ª rodada do torneio.

Com baixo aproveitamento em seus domínios - são 3 vitórias e 4 empates até o momento -, a equipe orientada pelo técnico Wilson Júnior obteve um valoroso resultado para fugir do descenso e consolidar-se na parte superior da tabela. Houve certas limitações durante a partida, mas o gol de pênalti de Jorge Mauá no fim trouxe alívio à Mooca.

No primeiro tempo, ambas as equipes tiveram fraco desempenho técnico e não ofereceram perigos reais para as metas adversárias, salvo por eventuais falhas individuais. Faltou mais criação e qualidade na hora de finalizar. Por outro lado, o time grená desempenhou bem seu papel na marcação e anulou as investidas do Barretos.

Depois do intervalo, a situação melhorou para os anfitriões. Em vez de tantos passes longos, houve mais domínio na meia por certo tempo e bolas aéreas, embora não tenha havido tanta agudez para a infiltração, nem bons chutes de média distância. Conforme o andamento do relógio, os times buscaram mais o jogo e criaram mais chances.

Pelas laterais, com passes eficientes e rápidos, o Juventus encontrava boas oportunidades. Sobretudo depois das substituições que renovaram o fôlego grená. Foi assim que o atacante Filipi, a poucos minutos do apito final, aplicou um drible ao entrar na área e foi derrubado. Pênalti. Jorge Mauá, que entrou no segundo tempo e foi bastante participativo, chutou forte e rasteiro. O goleiro acertou o canto, mas acabou pegando a bola só no fundo da rede.

Com isso, o Moleque Travesso chega ao 8º lugar com 21 pontos, quatro a menos que o Batatais, último time na zona de classificação. Por outro lado, Barretos permanece na zona de rebaixamento com 13 pontos. No próximo sábado (1), às 19h, o Juventus visita o Velo Clube, 16º colocado. Na campanha atual, a equipe mooquense fez 7 jogos fora de casa, obtendo 2 vitórias, 2 empates e 3 derrotas, com 8 gols marcados e 9 sofridos. Boa hora para melhorar o retrospecto.

quinta-feira, 9 de março de 2017

#FIFA17: uma temporada avassaladora. Um final épico - AS ROMA 2016/2017

2016/2017 foi uma temporada histórica para a Roma de Ricardo de Castro. Não apenas pelos títulos conquistados, mas por todo contexto que a envolvia, sobretudo a temporada de despedida de Francesco Totti. E que despedida!

De uma campanha espetacular, comecemos pelo fim - a final da Copa Itália. Roma e Juventus travaram um confronto equilibradíssimo durante 88 minutos. Tensão, poucas finalizações e expulsão de El Sharaawy na segunda etapa. Um Buffon gigante, uma dia tenso para romanistas e bianconeros. Até os 88 minutos.

Um minuto mágico, dois seres que pertencem ao panteão da Cidade Eterna. Um passe de De Rossi. Uma finalização de Francesco. Uma despedida. Um título sem precedentes emocionais ao romanista mais apaixonado. Um roteiro digno de Oscar, como fora Gladiador no ano 2000.

Se o título da Copa fora tão sofrido, o Calcio teve ares de caminhada... em 38 partidas, 34 vitórias. 104 pontos, 18 a mais que o segundo colocado. Nada menos que 96 bolas colocadas na rede. Destas, exatos 25% feitos pelo craque do torneio e futura lenda romanista, Marek Hamsik.

A Roma montada em um 3-5-2 foi ousada durante o ano. Basicamente, Alisson. Rudiger, De Rossi e Manolas. Florenzi, Strootman, Naingollan, Hamsik e El Sharaawy. Totti e Falcão. 11 na ponta da língua e do coração grená. 11 que desenvolveram um futebol dinâmico, veloz, de construção mas também contra-ataques, de assistências e mais de 100 gols por todas as competições. 11 que fizeram um 7x0 contra o Pescara em apenas 30 minutos de partida.

Infelizmente, 11 que serão 10 com a aposentadoria de Il Capitano, que neste ano deixou humildemente a faixa a seu herdeiro Daniele, dono eterno da camisa 16.

Entretanto, não só destes 11 viveu a Roma. Um elenco recheado de talentos e absolutamente unido pelos ideais impregnados no estilo guerreiro de seus líderes.

Alisson, goleiro titular, teve 19 clean-sheats no Calcio, perdendo apenas para Buffon (21). Absolutamente regular, sem brechas para seus pares Szcesny e Lobont.

A defesa foi estruturada num tripé entre o líbero De Rossi, o crescente Rudiger e o seguro Manolas. Trio que sofreu apenas 13 gols no campeonato, índice muito positivo. Assessorados por Fazio, Vermaelen e Juan Jesus, o setor esteve protegido pot todo o ano.

Pelos lados, destaque absoluto para Florenzi. Floro cada vez mais se aproxima da prateleira de maiores ídolos dentro deste elenco e  neste ano teve números fantásticos, com 11 assistências. Completando, discretos mas eficientes brasileiros Bruno Peres e Emerson, ambos emprestados por Torino e Santos respectivamente. O último tendo uma evolução superior a 7 pontos de overall, algo impressionante.

Os volantes foram irrepreensíveis. Naingollan e Strootman formam uma das três melhores duplas do mundo, com energia na marcação e garantia de saída segura de jogo. O segundo perdeu mais de um mês de temporada e mesmo assim contribuiu com 10 assistências. E a dupla imediata não deixa muito a desejar: apenas Andrea Pirlo, disposto com 28 partidas no ano e Leandro Paredes, jovem talento argentino. Compondo o elenco, adquiridos na segunda metade da temporada, Zakaria e Cyprien conseguiram em pouco tempo mostrar que são o futuro da equipe.

A armação teve em Hamsik um monstro, um líder, um artilheiro. 24 gols, 8 assistências e a chuteira de ouro do Calcio. Brilhou tanto que ofuscou jovens como Gerson, emprestado e sem espaço bem como experientes como Alessio Cerci, Tadic e Salah. Destes três últimos, brilhos sobretudo ao final da temporada, quando tiveram mais espaço e garantiram espaço para a próxima temporada, com boas renovações contratuais.

No comando de ataque, Radamel Falcão guardou 19 bolas na rede e foi vice artilheiro da Liga, ainda participando com assistências e entrega na recomposição de defesa. Totti (11 gols e 10 assistências) foi absurdamente consistente apesar de número levemente mais discretos em sua temporada de aposentadoria. Completando o elenco, um irregular mas talentosíssimo El Sharrawy (15 gols e 7 assistências), o argentino Johnatan Calleri, ainda em ano de adaptação, com apenas 4 gols em 30 partidas e o recém-chegado Dembelé, vindo do Celtic e ainda com pouquíssimas oportunidades.

De modo geral, um grande time, uma belíssima equipe que encantou os gramados italianos e fugiu totalmente da tradicional escola da bota. Manteve mais a tradição de seu próprio conceito, um jogo estruturado defensivamente mas ofensivamente agressivo.

Inspiração? O esquadrão imortal de 2000/2001 que levou o Scudetto de forma brilhante, sob comando de Fabio Capello. O mesmo 3-5-2. Antonioli (Lupatelli). Zebina, Samuel e Antônio Carlos Zago (Aldair). Cafu, Tomassi (Marcos Assunção), Cristiano Zanetti (Emerson ou Guigou), Totti e Candela; Batistuta e Montella (Delvecchio ou Nakata).

Guardadas todas as proporções, a chegada de Radamel assemelha-se a de Batistuta na época. A importância mas limitada vitalidade de Totti a de Aldair em 2001. E Hamsik fora o Totti de 16 anos atrás.

"Com algumas semanas de treinamento, Fabio Capello deu uma nova cara à Roma e deixou os torcedores com grandes perspectivas. Com os reforços para a zaga, o treinador armou sua equipe com três zagueiros e deu mais liberdade para Cafu e Candela atacarem. No meio de campo, Zanetti, Emerson e Tommasi se revezariam entre os titulares e teriam como principal função a marcação, mas sem restrições para eventuais subidas ao ataque. Falando em ataque, Totti seria o grande maestro que possibilitou a Capello transformar o esquema tático da equipe num 3-4-1-2, uma variação do clássico 3-5-2. O camisa 10 seria o garçom de Montella, Delvecchio e Batistuta, e também teria liberdade para marcar gols e mais gols. Era apenas uma questão de tempo para a tática virar prática e funcional, dando ao time um fluxo de jogo muito bom e com grandes variações ofensivas, bem como uma notável segurança defensiva. Os rivais teriam que rever conceitos e se preocupar. A loba estava de volta." (Imortais do Futebol)

Em 2001/2002, a UCL não passou de um sonho, após eliminação para o Liverpool. De volta ao #FIFA17... agora a Roma promete lutar fortemente pela UEFA Champions League. Alguém segura os Giallorossi dessa vez?

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Pelo menos teve Tonelli

O sábado de carnaval reservou um clássico para 2017. Juventus e Guarani, dois gigantes do futebol paulista, se enfrentaram na eterna Rua Javari.

O jogo foi de baixíssimo nível técnico de ambos os lados, em que pode se ver um Guarani satisfeito com o empate e um Moleque Travesso sofrendo para se manter os 90 minutos.

Sob o instável comando de Wilson Junior, paupérrimas atuações de Edvan, Saned e Ricardinho sobretudo levaram a um primeiro tempo em 0 a 0. O isolamento de Jorge Mauá refletiu a fraca atuação ofensiva da equipe, enquanto o camisa 10, o genial Júnior Timbó, se destacava por dribles inúteis e cavadas de falta no meio-campo.

O segundo tempo, com Léo Ribeiro dando um pouco mais de movimentação e também liberdade para Judson chegar mais próximo ao gol, este conseguiu uma bela finalização para abrir o placar para o time da casa aos 7 minutos.

No entanto, em lugar de aumentar a pressão, deu-se espaço para bolas longas do Guarani, que em lance fortuito deixou Uederson livre para empatar em posição duvidosa.

O jogo prosseguiu por mais metade da segunda etapa sem brilho e com um empate arrastado, regado de passes errados e fair plays estúpidos.

Na gratificante 18ª colocação, o Juventus segue a passos largos para a A3, no carro comandado pelo fraco Wilson e pelo imponderável Domingos Sanches.

A oitava rodada nos leva à Bragança Paulista, contra o 4º colocado da tabela, dia 01/03 às 19h30.

Haja reza para San Gennaro.

Haja Carnaval para esquecer esse time ruim por alguns dias.

#ForzaJuve