terça-feira, 6 de setembro de 2011

1, 2, 3... 27


Na semana dos 1000 jogos de Rogério Ceni com a camisa são paulina, veio a vontade de contabilizar meus jogos na Javari. Não são exatamente vinte e sete.  Infelizmente, perdi os primeiros ingressos, das primeiras visitas aos jogos do moleque travesso. Devem ser trinta e pouquinhos. Lembro, no entanto, do primeiro adversário: o Nacional, da Barra Funda, rival, para o qual, inclusive, um amigo tem uma canção nada amigável. Fui ao jogo com meu pai, incentivador das primeiras pelejas. Não me lembro do placar e uma pesquisa seria dificílima. Não lembro nem do torneio em questão. Lembro, por outro lado, da alegria de criança e de estar do outro lado do estádio, no setor 3.

Divido meus jogos em três períodos. O primeiro dos jogos exclusivamente com o meu pai. Os jogos dos quais perdi os ingressos. Tempo bom. Pequeno, encantado com um jogo in loco. Tímido, desajeitado até pra gritar gol. Desajeitado até pra quebrar os amendoins. Não importava a qualidade dos jogadores. Estava num estádio, no campo, com meu pai, um cara que via mês a mês. Momentos únicos. Essa fase acaba com um jogo em especial. Um jogo? O jogo! A final da Copa Paulista 2007, contra o Linense. Derrota por 2x3, mas que implicou o caneco ao time da Mooca. Comemoração inesquecível. Gol de João Paulo, lateral negro, franzino, após um bate-rebate na área aos 48'. Campeão! E eu estava lá!


O segundo período é o começo dos jogos sozinho. Tinha jogo na Javari, ninguém pra acompanhar, mas estávamos lá. Depois contávamos da peleja para os amigos. Por muitas vezes, no entanto, arranjava companhia; esse cara era Bigão. Íamos aos jogos, sofríamos com o moleque travesso. Ele lembrará, sem dúvida, do dia em que um pai comprara amendoim para o filho que, mimado, não quisera; o pai se dirige a nós e oferece aquele pacotezinho saboroso, cheio. Aceitamos quase sem pensar. Lembrou? Nessa caminhada foi-se mais da metade dos 27 ingressos, inclusive de Paulistão da A1. Bom, essa fase termina em outro jogo fatídico. Eliminação em casa pro São Bento. Alguém deveria ter tirado uma foto desse momento. Sozinho, Javari lotada, desci as arquibancadas por volta dos 30', dirigi-me ao alambrado, atrás do bandeira, e, completamente desequilibrado, abro um ciclo de xingamentos à mãe do bandeira. Vermelho, fiquei sem garganta. Coitado, mas não importava. Precisava descontar minha raiva em alguém.


A terceira fase começa, na verdade, na Rua Conselheiro João Alfredo. Férias, num dia de "resenha" com os bons amigos, o Renato me perguntou: "Manolo, e o Juventus? Quando tem jogo?". Combinamos em ir aos jogos na A3. Sinceramente, achei que não ia pra frente a ideia. Engano. Contra o Velo Clube, 05/02/2011, estávamos lá. Começava uma era, uma "trupe" de torcedores juventinos. Já fui a onze partidas com a turma na Javari. E a um fora, lá no Nicolau Alayon. Eliminação na A3 e esperança atual na FPF. Continuamos lá. Seja a "Máfia Grená" ou a "Comuna Grená", seja qual for o nome da torcida - os integrantes são o mais importante. Todos.


Pra encerrar, nunca cheguei a contabilizar quantos cannolis comi, amendoins, águas ou sorvetes. Mas os adversários mais frequentes é mais fácil de tentar. São quatro equipes, com dois jogos cada: Grêmio Barueri (itinerante), Guarani, Paulista e Taubaté. Vale o registro. Os ingressos não são nada perto da memória de cada partida. São apenas um pedaço de papel ou plástico, com uma data. Mas, para um colecionador, vale um post. Saudações Juventinas!

2 comentários:

  1. Como esquecer de minha primeira experiência juventina em plena Javari?! Era uma quarta-feira, Juventus x Sertãozinho, pela 12º rodada do Campeonato Paulista série A1, placar de 1x0 para o time da casa. Episódio em que ganhamos amendoim e guaraná de um pai que tentava levar o filho para o lado do futebol, mas não muito correspondido, ofereceu amendoins para dois moleques desacompanhados que estavam lá apenas para assistir a uma partida de futebol que não fosse pela televisão, já que o estádio de nosso time de coração era inacessível para nós. A partir daí, começou a virar contumeiro o interesse pelo nosso "moleque travesso". Ah...A Javari, onde se localiza a "Casa Nostra" que mesmo sendo a casa de um time de terceira divisão do Paulistão, continua sendo a "Nostra Casa".

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  2. No dia 30 de julho passado completei 50 anos de alambrado no Templo da Javari. Meu primeiro jogo, levado pela mão por meu pai (na época já diretor) foi CAJ 1 x 2 Botafogo pelo Paulistão de 1961. Devo ter visto mais de 1000 jogos do Juve, nunca os contei, mas em toda minha história de Juventino (ressalto, SÓ JUVENTINO) o melhor jogador qeu eu vi vestir a camisa grená, infelizmente, faleceu nesta semana: Brecha, o grande Brecha.
    Não vi o tal do gol do Pelé, que todos dizem que viram. Mas vi um gol de bicicleta de Cesar Luiz Menotti em 1969.Pra mim isso é que vale. Saudações Grenás

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