segunda-feira, 8 de julho de 2013

Manual do juventino: o que saber para o dia 13/07?

COPA PAULISTA 2013

A TABELA

Grupo 04: JUVENTUS, Audax, Joseense, Santo André, São Bernardo, São Caetano e Taubaté.

13/07 - 10:00 - JUVENTUS x Joseense
24/07 - 15:00 - Taubaté x JUVENTUS
27/07 - 10:00 - Audax x JUVENTUS
31/07 - 15:00 - JUVENTUS x Santo André
03/08 - 16:00 - São Bernardo FC x JUVENTUS
11/08 - 10:00 - JUVENTUS x São Caetano
17/08 - 15:00 - Joseense x JUVENTUS
28/08 - 15:00 - JUVENTUS x Taubaté
01/09 - 10:00 - JUVENTUS x Audax
04/09 - 15:00 - Santo André x JUVENTUS
08/09 - 10:00 - JUVENTUS x São Bernardo FC
15/09 - 10:00 - São Caetano x JUVENTUS

Análise: O Juventus encara um grupo difícil e traiçoeiro. O time mais forte nas prévias é o Audax, recém-promovido à elite do futebol paulista; o São Bernardo foi 12º colocado na A1 deste ano, vem se reestruturando e deve também ser um rival forte; o Santo André, conforme seu desempenho na Série D do Brasileiro, pode vir com um time muito agressivo e lutar pelo topo do grupo; e o São Caetano é uma incógnita, já que disputa a Série B e deve trazer um time alternativo; já Joseense e Taubaté são mais fracos e devem ser zebras no torneio. Dessa forma, acredito que a briga seja pelo 3º e 4º lugar, podendo obter a classificação com certa tranquilidade se a Javari for determinante na conquista das vitórias. Como o Juventus encara ambos mais fracos nas primeiras rodadas, a intenção deve ser de fazer 6 pontos (e na pior das hipóteses, 4). O maior obstáculo é, além da falta natural de entrosamento, a parada por 11 dias entre a rodada 1 e 3, ocorrida pelo número ímpar de equipes - ou seja, o desempenho na partida de estreia deve ser fator para o condicionamento e trabalho deste intervalo forçado - até por isso, os trabalhos iniciais antes à parte tática estão sendo focados na formação física do elenco.

O RETROSPECTO NO TORNEIO

A primeira participação foi em 2001, ainda na chamada Copa Coca-Cola, com uma eliminação nas semifinais, em penalidades para a Barbarense. Em 2002, na Copa Mauro Ramos, que homenageava o antigo jogador, foi eliminado já na segunda fase. Em 2003 e 2004, anos que a taça foi chamada de Copa Estado de São Paulo, uma eliminação nas quartas-de-final e outra na primeira fase. Já sob o nome de Copa Paulista, queda nas oitavas para o Noroeste em 2005 e novamente na primeira fase em 2006.

Em 2007, num dos jogos mais incríveis da história do clube, mesmo com derrota para o Linense na Javari, veio o título que levou a disputa inédita da Copa do Brasil. No entanto, depois da épica conquista, campanhas ruins foram desenvolvidas pelo Juventus na Copa Paulista. Como fatores motivadores disto, elencos mal montados, desinteresse de diretorias e falta de sorte - isso mesmo, pois em alguns anos, o Juventus encarou na segunda fase justamente o time que viria a ser campeão - casos de Sorocaba (2008), Votoraty (2009). Em 2008, buscando o bicampeonato, foi eliminado na segunda fase (27 pontos em 20 jogos - 7V/6E/7D) como foi também em 2011 (30 pontos em 22 jogos - 7V/9E/6D); o mesmo em 2009 (36 pontos em 20 jogos - 10V/6E/4D), mesmo após ser o terceiro melhor time da primeira fase. Em 2010 (15 pontos em 14 jogos - 4V/3E/7D) a queda aconteceu ainda na primeira fase, bem como no ano passado (2012), sob comando de Luis Carlos Ferreira & cia, com 20 pontos em 16 jogos (6V/2E/6D).


O PROFESSOR CELINHO

De passos tranquilos e rosto sereno, Celso Nazareno Spadotti se apresenta para nos receber para uma conversa não marcada. Dia de treino físico, não haveria maiores problemas.

Dirige a gente para o campo, puxa uma mesinha, três cadeiras e deixa a nós iniciar a conversa.

Simples e boa prosa, Celinho, como é chamado, abre fácil o sorriso para contar algumas de suas muitas histórias e sua trajetória no futebol.

Jogador que parou cedo devido a uma séria lesão no joelho, estudou e resolveu viver do futebol de outro jeito. Rodou pelo país afora, parou um tempo para trabalhar como administrador de empresas e finalmente voltou ao esporte. De norte a sul do país, dirigindo do Remo-PA ao Caxias-RS, acumulou experiências de vida e contatos com treinadores hoje notáveis, como Tite e Mano Menezes.

Estudioso, revela que assiste aos principais jogos pelo mundo e se sente confortável em discutir sobre os mais variados planos táticos executados no futebol de hoje. Exalta o Brasil e sua perfeição contra um futebol antes imbatível da Espanha. E revela que já sabia que o Bayern de Munique seria o bicho-papão da Europa.

Há alguns anos no comando da base juventina, revelou nomes como Jean, Naílson, Romarinho e Pedro Rocha, uma geração muito forte. E agora traz essa bagagem de carreira e de Juventus para a equipe profissional.

Com a responsabilidade de montar o elenco, admite boa expectativa sobre o conjunto e em alguns nomes em particular e ressalta o comprometimento deste elenco com ele, a diretoria e a camisa juventina.

Nos links abaixo você pode escutar um bate-papo que fizemos com Celinho. Em pauta sua carreira, suas reflexões e seus objetivos para a Copa Paulista e um pouco da sua visão sobre futebol. Basta clicar nos players (em laranja) abaixo e ouvir a conversa.

>>> Entrevista com Celinho (parte 1), Entrevista com Celinho (parte 2) e Entrevista com Celinho (parte 3 - mensagem ao torcedor) -.



O ELENCO

A péssima campanha na série A2 levou a uma grande limpeza no elenco do Juventus. Despediram-se jogadores descomprometidos, alguns sem sal mas até ídolos recentes. Por diversas circuntâncias, após um ano e meio por exemplo, a camisa 3 (ou a 7) e a 10 estarão sem Fubá e Élvis, agora adversários de grupo pelo Santo André.

De remanescentes, muitos garotos como Rafael Viana, Romarinho, Paulo Henrique e Pedro Rocha; alguns velhos conhecidos como Maurício e Renato e outros desconhecidos que estavam no último semestre, como Jader. E por fim, outros que retornaram, como Lucas Pavone e Eduardo.

Porém, grande parte do elenco é novidade. Atletas experientes ou jovens, que já trabalharam com Celinho ou que estiveram sob sua observação nas séries A2 e A3. Destaques para o goleiro Fernando Henrique, os zagueiros Victor Salinas e Maurício Carvalho e os meias Catita e Castori.

Goleiros
  • Fernando Henrique (ex-Batatais)
  • Rafael Viana (Juventus - base)
  • Felipe Ribeiro (Juventus - base)
Laterais
  • Jader (Juventus)
  • Danilo (Juventus - base)
  • Lucas Pavone (Juventus, retornando de empréstimo)
  • Fernandinho (Juventus – base)
Zagueiros
  • Leo Fioravanti (Juventus - base)
  • Victor Salinas (ex- Vila Nova)
  • Maurício Carvalho (ex-Penapolense)
  • Renato Oliveira (ex-Porto de Caruaru)
  • Casoni (Juventus) – faz parte do elenco mas se recupera de cirurgia e não deve atuar
Volantes
  • Eduardo (Juventus, retornando de empréstimo)
  • Paulo Henrique (Juventus - base)
  • Manu (ex-Noroeste)
  • Arthur (ex-Noroeste)
  • Maurício (Juventus)
Meias
  • Rafael Branco (Juventus)
  • Gabriel (Juventus - base)
  • Romarinho (Juventus - base)
  • Douglas Catita (ex-Batatais)
  • Castori (ex-Juazeiro)
  • Paulo Vitor (Juventus - base)
Atacantes
  • Pedro Rocha (Juventus - base)
  • Felipinho (Juventus - base)
  • Renato (Juventus) 
  • Raikard (Juventus - base)
  • Rafael Tardini (Juventus)
  • Bruno Santiago
O TIME PROVÁVEL DA ESTREIA


Fernando Henrique
Jader - Maurício Carvalho - Victor Salinas - Lucas Pavone
Maurício - Romarinho (Paulo Henrique) - Castori
Rafael Branco - Pedro Rocha - Fernandinho (Paulo Vitor)


*Celinho não entregou todo o time, em especial um dos volantes e o meia esquerdo. Assim, esta escalação é apenas um exercício de suposição, nada garantido.

O TÁTICO

Pelos indícios dados por Celinho, que você pode acompanhar nos áudios disponíveis aqui neste guia, o time deve funcionar num 4-3-3, com variações devido a peças que formam o grupo. As linhas de frente tem meia-atacantes nos flancos e isso sugere que, em muitos momentos, haverá uma recomposição para o 4-4-2, fechando duas linhas de quatro na marcação e sobrando o meia mais ofensivo bem como o atacante de referência.


O motivador seria o esquema utilizado pelo técnico Tite no Corinthians, adaptado, claro, às características do jogadores do Juventus e à visão futebolística do próprio Celinho.

Os treinos indicam, assim, um time agressivo ofensivamente mas com recomposição defensiva rápida - aspecto fundamental para a ótica do treinador.

Se de fato o time jogar com dois volantes como dito por Celinho, pelo sistema adotado o segundo deve ser o responsável pela saída de bola. E seja este nome Romarinho ou Maurício, por exemplo, ela será qualificada e proporcionará um tipo de jogo que os volantes do primeiro semestre não permitiam, de passes rápidos e facilidade para criação dos meias.

Uma jogada que vem sendo bastante elogiada é a passagem de Pavone e Fernandinho (lateral da base e atacante nos treinos), relembrando ótimos momentos entre o mesmo Pavone e Élvis pela ala esquerda. Pela linha de fundo, a jogada exige apenas um camisa 9 finalizador de jogadas, que ainda sabemos se existe ou não no elenco. Este nome pode ser (e vem sendo) Pedro, mas ainda fugindo um pouco a suas características principais.

OS DESTAQUES


Romarinho, contando todas as categorias pelas quais passou, tem nada mais que 115 partidas oficiais vestindo a camisa com a qual cresceu e se tornou gente grande. Com apenas 19 anos e há mais de um figurinha carimbada na equipe profissional, Gebson - ou Romarinho - é a referência para o time em campo, de lateral, de volante, de meia ou onde precisar. É hoje o jogador mais conhecido e dos mais queridos das arquibancadas. Responsabilidade grande para um garoto - mas um desafio que será certamente encarado de cabeça erguida, de preferência com seus bons lançamentos servindo gols da equipe juventina.


Pedro Rocha é o grande talento surgido na base juventina em muitos anos. Apareceu na equipe profissional em situação crítica, a passos do rebaixamento. E com muita personalidade, assumiu a camisa 9 titular e com velocidade e poder de finalização acima da média, já deixou sua marca em alguns jogos, sobretudo contra o Santo André. Não conseguiu evitar o desastre, seria pedir demais, porém deixou a esperança por um futuro promissor. Com Pedro na equipe, as chances de uma travessura são certamente maiores.



A experiência: Eduardo, Lucas Pavone e Maurício. Se pela idade são jovens jogadores, pelo tempo de casa e pela comparação com grande parte do elenco os três são veteranos. A caminho para o quarto semestre vestindo a camisa grená, apesar de idas e vindas para outros clubes, eles já passaram muitas situações no clube: acessos, eliminações e até rebaixamento. Uma história curta, mas duradoura quanto à validade da ligação típica do futebol moderno. Completando essa voz de maior sabedoria, Manu, volante que foi campeão em 2005 da série A2 pelo clube, que está passando o que é o Juventus para tantos meninos que compõem o grupo.


Lucas Pavone é lateral esquerdo por invenção de Ferreira e volante de origem. Fundamental no acesso da A3, quando está disposto é bom marcador e tem ótimo cruzamento na linha de fundo. Seu nome é sempre lembrado por "não ter respeitado o fair play" contra o Taboão da Serra, ainda na A3, e permitir um dos gols que levaria à épica virada. No segundo semestre, capitão do time, foi o símbolo da queda meteórica da equipe, em jornadas muito fracas. Com boas propostas, acabou rodando por outros times até retornar, nessa Copa Paulista, ao elenco juventino. Se tiver disposição, pode ser um dos pilares da equipe de Celinho.

Maurício é o jogador mais rodado do elenco com a camisa profissional grená. Ao todo, 40 jogos disputados com apenas um gol marcado - mas um gol importantíssimo. O primeiro do acesso, em Franca, num empate por 1 a 1. Oriundo do futsal de Santa Catarina, firmou-se na equipe seja como lateral ou como volante, com preferência pela segunda, dada a base de dribles curtos e raciocínio rápido das quadras. Sua principal característica é a tabela com algum jogador e chegada pela linha de fundo. E de vez em quando arrisca algumas finalizações de fora da área. Muito elogiado por Celinho, deve começar o torneio no time titular pelo meio-campo.


ONDE VOCÊ TAMBÉM VAI FICAR SABENDO DO QUE IMPORTA


Você sabe tudo o que deve saber sobre Juventus se acompanhar os principais veículos que discutem, divulgam e lutam pelo clube. Não só aqui no Bola pro Mato mas também em...


Você pode ouvir o principal debate sobre os jogos no programa "Atrás do Gol", toda terça às 20h na Web Radio Mooca! E os jogos sempre na rádio, com grande equipe. Mas não deixe de ir à Javari e acompanhar in loco essa busca por uma trajetória vitoriosa após 6 anos  do primeiro título.

VAI COMEÇAR


Neste próximo sábado, 13 de julho, começa a Copa Paulista. Depois de muitas semanas de ansiedade, a camisa grená volta aos gramados da Javari. A Copa Paulista deve ser um laboratório para a A3, visando à formação de um elenco, de um time e de uma identidade. O grande objetivo é 2014, certamente. No entanto, não custa sonhar com voôs mais altos e, quem sabe, um bicampeonato. Pelas palavras de Celinho e de alguns jogadores do elenco, o time está focado e fechado em busca da mesma meta. Nós também estamos. Esperando muita luta, raça e honra. Nas cobertas ou lá atrás do gol, pelo Juventus.




#ForzaJuve e saudações juventinas!


Um trabalho de Ricardo de Castro & Rodrigo Tonelli.

15 comentários:

  1. pau no meio do cu do neymar, das seleções "imbativeis", das "taticas europeias". forza juve... somos de primeira e vamos cobrar ate o final... nada mais.

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    1. Forza Juve!
      E pode ter certeza de que aqui também todos serão cobrados quando for preciso, não há conversa quando alguém prejudicar o JUVENTUS, que é o que importa.
      Abraço!

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  2. Parabéns pelo trabalho realizado.
    E vamos em frente na busca de vitórias e que o grito de gol a favor do Juventus esteja presente em todas as partidas nas vozes de Raony Pacheco, Renato Corona, Danilo Almeida e Herbert Costa.

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    1. Valeu, Marcelo. E fala pra eles se prepararem porque as expectativas são boas. Abraço e sucesso pro Juve e pra vocês nessa Copa!

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  3. Toda essa explanação do ponto de vista tático é maravilhosa.
    Mas,combinaram com o adversário?

    Sou juventina,mas acho que não passa da primeira fase

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    1. Olá!
      Infelizmente, fizemos um trabalho semelhante na A2 e o resultado foi péssimo. Busquei divulgar este trabalho agora e a partir de sábado estarei presente para criticá-lo ou elogiá-lo. Espero muito que a segunda alternativa.
      Obrigado pela visita e conto que nos surpreendamos com o Juventus. Abraço!

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  4. Bela reportagem, Ricardo.

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    1. Obrigado, Sergio! Contaremos com você novamente na Javari? Abraço!

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  5. Reinaldo Paniguel11 de julho de 2013 20:49

    Para variar , excelente texto .
    Tenho a expectativa de um bom campeonato para o Juventus . Estarei presente ao Templo no sábado para prestigiar a estréia .

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  6. Excelente, procurava por um esclarecimento e uma cobertura como essa há tempos. Vamos ver, já amanhã! Força Juve.

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    1. Obrigado pela visita, Bruno! Agora é por o discurso do papel no campo. Abraço!

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  7. Manu é um velho conhecido da torcida. Ele ratificou o acesso para a A1 em 2005, com um chute da intermediária lá em Araçatuba. No ano seguinte, já na A1 e sob os auspícios do grupo pão de açucar, num jogo contra o Santos numa noite chuvosa no Pacaembu ele abriu o placar e no segundo tempo após o juiz "virar o jogo" a favor dos praianos, ele " levantou" um jogador santista e ainda quis bater no juiz quando este o expulsou.

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    1. Não vivia na Javari nessa época. E esse é mais um elogio ao Manu. Respeito ao cara!

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  8. Excelente Trabalho, parabéns pela matéria.

    Infelizmente este sábado de manhã não estarei, mas qdo for sábados à tarde ou domingo, lá estarei.

    Forza Juve!!!

    Em breve estaremos na elite novamente.

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    1. Obrigado pela visita, Marcelo!
      Acho que a tabela vai atrapalhar um pouco, mas contamos com você sempre que possível lá no templo!
      Abraço e rumo à elite!

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