sábado, 3 de setembro de 2011

Mais um 0x0. Mais um

Sábado, 03/09/2011. Sol, depois de uma semana multiclimática em São Paulo. A Mooca ansiosa para mais um jogo na Javari. Após derrota fora para o São Bernardo e ver o grupo embolar de vez, jogo em casa seria sinônimo de vitória. A nossa boa "trupe" seguiu firme, com cinco elementos: Luciano, Renato, Ricardo, Rodrigo e Ronald, a escalação que mais se repetiu até hoje. Voltamos ao nosso caminho tradicional e isso poderia trazer de volta a vitória. Mas desde quando a lógica se faz no futebol? Era impossível outro 0x0 em casa, terceiro seguido. Mero engano. Time mal armado e a desastrada e desastrosa atuação de nosso treinador levou mais de 700 pessoas a saírem chateadas da Javari. (*A nota negativa do dia fica pelo falecimento de um dos maiores ídolos do moleque travesso, Brecha, que atuou na equipe grená durante o final da década de 1960 a meados da década de 1970. Sobre sua carreira, no portal Que fim levou?. As saudades da torcida grená!)


O jogo:


1º tempo: Apesar da marcação adiantada e da aparente disposição em conquistar a vitória, logo se notava a péssima distribuição tática da equipe. A começar, sobretudo, pelo camisa 8 Nem; o jogador mais criativo do meio campo juventino atuou como lateral direito, segurando o lateral adversário e impedindo que pudesse explorar suas melhores características, o passe e organização da equipe. Banega já era o melhor em campo, extremamente aplicado, cobrindo todos os lados da defesa. Apenas uma finalização na primeira etapa. Fomos ao intervalo em 0x0 e tínhamos muito a conversar na arquibancada. 


Intervalo: Amendoim e água comprados, hora de conversar sobre a peleja. E não que sejamos profissionais do futebol, nem de longe, mas nossa "cancha" de futebol nos permite ver um jogo com clareza e observar os defeitos e qualidades da equipe. O ponto mais frizado nesses quinze minutos foi sem dúvida a questão sobre Nem na lateral. Era óbvio, pelo menos para nós, que aquela função prejudicava não apenas o futebol do camisa 8, mas toda a funcionalidade do time. Karmino deveria substituir Serginho, 11, por um lateral e adiantar Nem para o meio. Vejamos...


2º tempo: Karmino acerta pela metade. Ao vermos Saned na lateral, satisfação pelo treinador ter nos "escutado". No entanto, do alto de sua sagacidade, substituiu Nem, após sua má atuação na primera etapa - não lhe passou pela cabeça que tal atuação se deveu ao mal posicionamento que propõs ao jogador. Enfim, alterações à parte, nada surtiu efeito. A entrada de outro atacante ainda não deixou o time efetivo. E com a contusão de Cléber, ficamos com um a menos e o empate passou a ser um bom negócio. Num esquema 6-0-3, à base de chutões, sem criação alguma nada foi possível. Mais um 0x0 na Javari.


O balanço final da partida é que Karmino Colombini foi determinante no mal resultado grená. Mas, para não vermos apenas o lado negativo, dois aspectos positivos: a segurança usual da zaga, capitaneada por Anderson Santos, camisa 2; e a atuação de Léo Cruz, o Banega, incansável até o último minuto. Fora o jogo, outros dois bons aspectos: mostramos enxergar muito bem a partida; e não é a primeira vez; e também de Seu Antônio ter concedido 3 cannolis por R$5, bom negócio.


Voltamos à Javari dia 10/09, contra o Audax/PAEC.


Saudações Juventinas!







Um comentário:

  1. Ricardo, parabéns pelo texto... mais um brilhante comentário que, com certeza, reflete 100% do ocorrido na peleja daquela tarde de sábado.

    o professor tem que conversar com a gente no intervalo, isso é fato.

    abração

    Ronald.

    que venha o audax, este tá devendo...

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