sábado, 10 de setembro de 2011

O 1º tempo épico e a voz da trupe

Sábado, 10/09/2011. A previsão dizia que o tempo iria mudar no final de semana e o sol teimava em se esconder nesta tarde. O Juventus vinha de três empates por 0x0 na sua casa. A Javari precisa dessa vitória. A classificação dependia dessa vitória. A "trupe", que cada vez mais se mostra precisa em suas análises, foi com Gabriel, Luciano, Renato, Ricardo, Rodrigo, Ronald e Sérgio; enfim, equipe reforçada. Na entrada já não vimos Nem nos relacionados, provavelmente por suspensão. Primeiro problema. A dúvida se o novo atacante seria o 9 de que precisamos. Outra dúvida era se Karmino inventaria mais alguém na lateral. Entrada em campo, boa expectativa, bora pro jogo.

1º tempo: A formação de jogo era confusa. Banega seria o lateral direito. Era óbvio: não daria certo. Começo aparentemente arrasador para os grenás, com três jogadas pela esquerda com o lateral camisa 3. No entanto, bola com o nosso camisa 11, Serginho, no meio-campo, um passe errado, um contra-ataque e gol do Audax. 0x1. Circunstancial? Não! O time de amarelo achou uma avenida do lado direito da defesa juventina e em outra jogada em cima do pobre perdido Banega, o camisa 11 deles acha um cruzamento e guarda. 0x2 em 9 minutos. Karmino logo age retirando o camisa 3, substituindo-o pelo 13. Vez de Serginho na lateral esquerda, mas Banega continua na direita. Não deu. Ainda sozinho, Banega leva uma bola em suas costas e na saída estabanada e desnecessária de Neneca, pênalti e cartão. Na cobrança, gol. 0x3 em pouco mais de 20 minutos. Silêncio na Javari. O iminente vexame derrubou a gente na arquibancada. Mas o jogo mudou. Por mais difícil que seja elogiar, Karmino arrumou o time. Na terceira tentativa de arrumar a equipe, Fábio Duarte, camisa 5, colou no 11 do Audax, anulando por completo as jogadas pelo flanco direito do rival; Banega veio fazer o lado esquerdo, após minutos ruins de Serginho por lá, deslocando o camisa 11 para o meio e fazer dupla com o 13. E o 13 ajeitou o time, dominando as ações da criação do moleque travesso. Apesar de taticamente arrumado, o desconto grená veio numa jogada individual do vaiado Pablo, camisa 7. E o gol colocou fogo em campo. 1x3. Empolgado, o time foi pra cima e conseguiu uma falta na entrada direita da área; Luizinho, bom cobrador, na bola. E, aos gritos de "gol, gol, gol...", a bola bate caprichosamente na trave e entra. 2x3. Inflamado, pegando fogo, o time vai empurrado pela torcida. Jogada pelo lado direito, bola na área e Luizinho, o 10, sozinho de cabeça. 3x3. Gritos de gol, loucura, abraços, alegria, orgulho, raça. Primeiro tempo épico, histórico.

Intervalo: Não havia mais o que falar. Em lugar de discutirmos o futuro do jogo, fizemos a releitura, agora mais frios, da primeira etapa. Estamos nos especializando em ler o jogo. Cada movimento pelo qual Karmino tanto se orgulha de acertar, já conversamos lá na arquibancada um bom par de minutos antes. Como o camisa 5, anulou o 11 deles. Como Banega rende mais com liberdade para marcar. Como o 13 consertou o meio. Mesmo assim, estamos empatados. "Vamo virar, Juventuuuus!!"

2º tempo: Na empolgação do fim da primeira etapa, o time entrou para virar. Pra não ser maldoso com os leitores, já digo que não conseguimos. Tentamos. Houve, sem dúvidas, muita entrega dos jogadores. Parece, ainda, que as pernas pesaram bastante para conseguir o empate. Chegamos à área deles, às vezes com muito perigo, mas sempre pecando na finalização: um toquinho a mais, aquela ajeitada pro pé bom, tudo atrapalhando que a finalização se tornasse gol. Aspecto positivo para a defesa que não sofreu nenhum susto no segundo tempo.  Banega foi um leão na marcação, chegando a se atirar numa bola evitando o quarto gol adversário. Anderson Santos, nosso capitão, não perdeu uma pelo alto, firme; como sempre, aliás. E o destaque da peleja, o camisa 5; taticamente perfeito, anulou o melhor jogador do Audax, com uma marcação junta, bem física, impedindo que o jogador partisse em velocidade, seu forte; foi com ele até o banco de reservas; quando seu rival tentou inverter de lado, lá foi Fábio junto com ele; um carrapato. Ainda tentou com as entradas de Celsinho no lugar de Wesley e Tavares no de Rodrigo. O resultado não foi obtido.

O empate em casa acaba com duas reflexões opostas. Por um lado, a garra por buscar o empate num jogo quase perdido é incrível, motivo de orgulho. Por outro, é o quarto empate grená consecutivo dentro de nossos domínios, o que dificulta um classificação. Restam quatro jogos, dois em casa. A situação ficou complicada.  

Próximo duelo na Javari no dia 21/09, contra o Osasco.

Saudações Juventinas!





Um comentário:

  1. É nois... hahahha

    Cara, não acreditava em qualquer possibilidade de reação do Juve. Aos 20 min já estava 3 x 0.

    Mas para nossa grata surpresa, veio o empate (poderia ter sido mais).

    Agora que vencemos a Gambazada, vamos para cima, vencer os próximos e classificar.

    Abraço aí.

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