sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O franquismo, o Real Madrid e a questão Di Stéfano

Continuando nossas andanças pelo futebol e sociedade da Espanha, vamos contar a relação que existiu entre o General Francisco Franco, ditador espanhol até 1975 e um dos maiores clubes do planeta, o Real Madrid. Para simbolizar essa história, o maior jogador da história merengue - Alfredo Dí Stéfano.


A Guerra Civil Espanhola deixou mais ou menos 1 milhão de mortos desde 1936 até 39, servindo de demonstração do poder que Itália e Alemanha vinham armazenando para o desenrolar da Segunda Guerra Mundial. (o auxílio prestado por Hitler e Mussolini durante a Guerra Civil foi determinante para o resultado final). Com a vitória dos nacionalistas (Movimento Nacional), o General Francisco Franco passou a ser o chefe de Estado espanhol, proclamando-se Caudilho de Espanha pela graça de Deus. (No ano de 1936, Madri é atacada por rebeldes, orientados pela Itália e Alemanha. E depois disso, houve outro ataque comandado por Franco, que assumiu o poder desta cidade até que em 1939 foi tomada pelos nacionalistas falangistas. Em 26 de Abril de 1937, Guernica foi vitima de bombardeamentos, e totalmente destruída por parte de aviões alemães por ordem do General Franco. Dos 7000 habitantes, 1654 foram mortos e 889 feridos.  Em 1938, os falangistas que estavam sob o poder de Franco, dominavam grande parte da Espanha, mas Stálin, vendo o grande avanço dos republicanos, juntou-se com Hitler, que se retirou com suas tropas do país.)

Ideologicamente, o franquismo é baseado no fascismo adaptado para a Espanha pelo movimento falangista. As bases do regime franquista foram definidas pela unidade nacional espanhola, pelo catolicismo e pelo anti-comunismo. . Ambos eram impostos à sociedade por meios bastante violentos que erradicava a tradição e a cultura dos liberais. Ratificando que o regime foi apoiado pela Igreja Católica e pelo Exército e o General exercia os poderes Executivo e Legislativo além de controlar o Judiciário.


Apesar de o regime ter-se autodefinido como democracia orgânica com fins propagandísticos, não pode ser considerado de forma alguma como democrático; é mais adequado defini-lo como ditadura ou regime totalitário.

O franquismo - como regime político - acabou com a morte de Francisco Franco, que foi sucedido na chefia do Estado espanhol pelo Rei Juan Carlos I.


Franco e o Real Madrid - O Real Madrid era o time pelo qual Franco torcia, e durante toda a sua vida não só o ajudou financeiramente, mas também utilizou o aparato estatal, seu poder e influência, para ajudá-lo. Por outro lado, equipes como o Barcelona, Athletic de Bilbao e Rayo Vallecano tornaram-se símbolos da resistência “anti-franquista”. Estes clubes foram constantemente perseguidos e prejudicados pela ambição de Franco em tornar o Real Madrid o clube símbolo de toda a nação espanhola. No Barcelona, por exemplo, Franco mandou fuzilar um de seus presidentes, exigiu a mudança de seu nome catalão para o castelhano e fechou o seu campo com a justificativa de que a torcida gritava pela independência da Catalunha e vaiava o hino espanhol criado pela ditadura franquista. Não é à toa que o Barcelona sempre foi o maior rival do Real Madrid, e por sua grandiosidade e resistência o técnico Bobby Robson disse certa vez: “A Catalunha é um país e o Barça seu exército!”. Por outro lado, o Real Madrid tornou-se o símbolo de uma Madri imperialista, fascista e monarca. (A maioria dos antifascistas espanhóis sente um ódio profundo contra o clube de futebol Real Madrid, muito pelo fato deste clube ter um passado muito ligado ao fascismo e ao ditador Franco).




A questão Di Stéfano - Famoso jogador argentino, Alfredo Di Stéfano nasceu em 1926, em Barracas, Buenos Aires. Jogou em diversos clubes, tais como o River Plate (onde começou a competir, passando para a primeira equipe em 1944), o Hurácan (1946-1949), o Millionarios de Bogotá (1949-1952) e o Real de Madrid (1953-1964), onde alcançou grandes vitórias.  Di Stéfano ajudou a fazer do Real de Madrid a equipe que dominou o futebol europeu durante cerca de uma década. Foi campeão de Espanha (8 vezes), campeão da Europa de clubes (5 vezes) e vencedor da Taça do Rei (2 vezes). Em julho de 1964, com 418 gols marcados, atuou pela última vez pelo Real Madrid.


Di Stéfano tem sido colocado num altar da Liberdade, da honra e da coragem pelos madridistas. No entanto, a sua chegada fora conturbada. O Real não possuía o montante para contratá-lo, ao passo que o rival Barcelona apresentava as garantias financeiras para contar com o craque. Entrou em campo a política e o ditador Franco, que dominava o país de seu palácio em Madri. O ditador financiou toda a contratação de Di Stéfano. Após isso, grande ídolo, fora do campo, tornou-se um adorador do ditador. Aceitava as provocações feitas por Franco ao país e aos adversários, estava sempre ao lado dele, gostava de se aparecer ao lado do general.


6 comentários:

  1. Vai tomar no meio do seu cu, seu filho da puta. Você fala da Guerra Civil Espanhola como se fosse uma violência injustificada e gratuita por parte dos franquistas. Você é só mais um idiota, vagabundo e palpiteiro. Vai estudar, imbecil.

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    1. Pelo linguajar do ser acima, podemos facilmente perceber que é um sujeito bastante culto, que provavelmente sabe tudo sobre história.

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    2. Pelo que eu vejo, quem precisa estudar é você Sr. Thiago =)

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  2. Franco era um ditador revanchista, vingativo, que assassinou milhares de espanhóis para saciar sua sede de vingança. Os falangistas autênticos afastaram-se dele porque não concordavam com os assassinatos ordenados por ele. Ficaram com Franco os puxa-sacos de plantão que se locupletavam do poder. Santiago Bernabeu, presidente do Real por muitos anos, foi um desses puxa-sacos. Di Stefano foi outro. Mas o Clube como instituição não tem culpa disso. O Clube está acima das pessoas que eventualmente o dirigem.

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    1. Exato, Paulo, esse é o ponto. Fazer a conexão com o regime, mas sem negar o clube histórico. Simplesmente, fatos.

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  3. Sinto muito, mas voce falou besteira. Franco era colchonero e ja salvou o Barcelona da falencia.

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