terça-feira, 18 de outubro de 2011

Um moleque e uma derrota de gente grande

Terça, 18/10/2011. O moleque ia a campo contra o recém-promovido à Série C do Brasileiro, Oeste de Itápolis. Num grupo em que o Velo Clube desgarrou, o Juventus, o time do energético e o Oeste disputam a segunda colocação. Os desfalques de Luisinho e Anderson Santos fariam falta. Inexplicavelmente a saída de Celsinho da equipe anunciava a "grande" jornada do "professor". A trupe em versão reduzida, Ricardo e Rodrigo, esperava o triunfo numa arquibancada repleta de empresários. Apesar do susto com o nível profissional de preparação rival. Não deu, enfim. E a sensação final é que quarta que vem poderemos ver a última peleja grená no ano.


1º tempo: Pra variar, o lado direito extremamente problemática. Banega não conseguia guardar posição - e não é sua característica - e a cobertura a ele era falha. Celsinho vinha fazendo bem o lado, mas estava fora hoje. Saned, lateral de origem, deslocado para o meio e um volante improvisado na lateral. Apesar disso, o time mantinha boa postura e o controle da partida, sob o comando do camisa 8 Nem. Nem ainda passou a voltar depois de meia hora de jogo para auxiliar Banega, momento em que a posse de bola ficou em controle adversário. Boas oportunidades com Pablo e Rodriguinho, mas ineficácia na finalização. O equilíbrio foi quebrado com um gol contra do Oeste após cruzamento de Levi, que ficara após o escanteio. 1x0.


Intervalo: "Comendo amendoim sem pensar no amanhã."


2º tempo: O time de Itápolis se expôs, deixando o contra-ataque para o moleque tentar ampliar. Cinco tentativas infrutíferas, diante de incompetência máxima nas finalizações. Chutes fracos, mal direcionados, desconfiantes. E sem aproveitar as chances perante uma equipe experimentada, após o empate do rubrão, em falha de Neneca, a virada se deu sobre um Juventus recuado e assustado sem muita dificuldade. E, novamente, o professor entrou em ação, tirando os três melhores do time - Nem, que carimbava toda posse de bola, Banega, marcador implacável e Rodrigo Jesus, que puxava as arrancadas pela direita. Já sem meio campo e atordoado em campo, numa joga sagaz adversária, contra-ataque, pênalti e gol. 1x3.


Conclusões...
Sucumbimos diante de uma excelente equipe, muito bem treinada, experiente e rodada. O Juventus perdeu para esse time, que não deve ser desprezado. No entanto, os aspectos negativos se mostram muito relevantes - a ausência de Anderson na zaga a deixa um tanto insegura; as improvisações desnecessárias do professor deixam os jogadores sem poder executar suas qualidades com eficiência; as substituições não possuem critérios coerentes; tampouco tirar do time o regular e bom Celsinho; tirar Nem acabou com qualquer criação da equipe e deixou o meio exposto.


O Juventus volta a campo em Itápolis na tentativa de um último suspiro. A vitória é necessária pra seguirmos com vida em 22/10. Voltamos à Javari, pra cumprir tabela ou não, dia 26/10, quarta-feira.


Saudações juventinas!




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