quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Bola pro Mato 2011. Um blog gauche


O ano de 2011 está terminando. Um ano com muitas dificuldades mas, sobretudo, um ano de conquistas. O último texto do ano do Bola pro Mato será nada mais que uma viagem metalinguística por estes 266 de Bola pro Mato.

"Quando nasci, um anjo torto, desses que vivem na sombra, disse: Vai, Bola pro Mato, ser gauche na vida". Com o perdão de emular o mestre Carlos Drummond de Andrade, vejo como a mais pura verdade. Como "Bubu" disse, nem melhor, nem pior, apenas diferenciado. Essa "palavra da moda", que não diz nada em si, até que cabe bem. Fugimos do padrão, do mesmo, numa revolução, digamos, a nossa maneira - dividindo as nossas ideias e ideais independente de número de acessos, críticas ou elogios.

Antes mesmo da 1ª semana de provas da Poli, veio a ideia do blog. Sem nome, mas já com o perfil que o marcou nesses meses. Como já disse, a ideia veio de tanto falar de futebol em facebooks e twitters da vida; além, claro, das boas resenhas com os velhos amigos, ao som de Journey, Toto, Queen, regado a filmes de Woody Allen, muito videogame, pizza, Coca-Cola ou guaraná Ideal. Passada a última prova (desenho na quarta-feira), quinta, dia 7, de manhã nascia o primeiro texto, ainda rabiscado, na última página do caderno de "Introdução a Mecânica das Estruturas". Apresentaria as ideias do blog, como tratar dos times menores, de histórias dos clubes, etc. Tudo para no dia 8 de Abril o texto inaugural, "Aqueles por quais rimos e choramos".

Um feed-back excelente pelas primeiras palavaras, ainda imprecisas e inseguras. E nascia definitivamente o blog Bola pro Mato. Capitaneado apenas por mim, sob o endereço blig.ig.com.br/bolapromato e "apadrinhado" por Ana Carolina Raimundi e Rodrigo Bueno.

Admito, cá entre nós, o quão difícil era - e é - manter um blog com a quantidade e qualidade de postagens à medida que se cursam 41 créditos (entre eles MecFlu) na melhor escola de engenharia do país. Mas desafios são sempre bem-vindos e só engrandecem nossos feitos. Vamos pra cima então.

O caminho foi se desenhando bem até a primeira "polêmica". Tratar com pessoas ignorantes e tentar posicionar sua opinião numa sociedade impositiva, e às vezes maniqueísta, é muito difícil. Xingado, criticado, como todo bom pugilista, aguenta-se a pancada e se levanta. Tanta "porrada" me indicou apenas que estava no caminho certo. A polêmica surgiu do "Diário de um Juventino - o Moleque continua de castigo", post que contava a trajetória do querido Clube Atlético Juventus na 3ª divisão do futebol paulista junto a nossa saga o acompanhando. Um divisor de águas: ou mantínhamos nossos leitores favoritos ou perdíamos alguns idiotas. Óbvia escolha, não?

Barcelona, ah, Barcelona. A relação da cidade com toda a Catalunha, Gaudí, Xavi, Puyol, nacionalismo. Primeiro post mais amplo, além futebol; bem recebido. Haiti, intolerância. Estádios, engenharia! Falamos de velhos ídolos, Shevchenko e Bergkamp até chegar a Copa América, com "Craques da Copa América", muita história uruguaia de Lugano, Forlán e Eduardo Galeano, no torneio que consagrou os heróis charruas. Claro, o grande Madiba foi homenageado.

Mas o tempo foi passando e era necessária uma evolução para um portal mais confortável para a fisiologia do blog. Chegou a versão 2.0, o bolapromatoblog.blogspot.com.

Antes disso, em 1 de agosto, primeiro dia de aulas do segundo semestre, resolvo escrever a despedida do blig, um texto a princípio sem sentido, despretensioso, "O Contrato Social". Não esperava mesmo a repercussão, e não havia tido até agora uma resposta tão espontânea; foi, talvez, o texto menos divulgado por mim, pela incerteza ao lançá-lo. Comentários no facebook, no blog, algumas mensagens e uns e-mails. Nunca Rousseau, Big Bang Theory, futebol e um trânsito na Rebouças formaram mistura tão homogênea. Até agora, em 9 meses, meu preferido.

Música. Alguns posts mereceram a atenção do blog. Chico Buarque e Fluminense, Queen, Phil Collins, Amy Winehouse, George Harrisson, Beatles, The Police, Bee Gees, U2. Menos presente, mas fundamental, a sétima arte deu também as caras por aqui, com The GodFather e um pouco de Woody.

Casa nova, recursos novos, estilo antigo. Posso errar ao falar, mas não perdemos a mão e continuamos com bons posts, às vezes logos demais, no entanto pouco importava. E com os torneios europeus preparamos guias, do espanhol ao ucraniano. O guia do inglês, que foi dos maiores clubes a grandes bandas, com preciosa contribuição de Celsinho, braço direto do blog. Claro, a mais importante, Champions League, até com comentário de Leo Bertozzi pra gente. Antes disso, claro, a cobertura da final de Wembley, com a consagração de um Barcelona que a gente viria a colocar entre os melhores da história. Vimos todos vários 'El Clásico' e todo o desespero de Mourinho perante o melhor time do mundo. Muito sobre o Arsenal, da história gloriosa de Chapman e Henry ao presente de um único herói, RvP.

Percebe-se que futebol internacional sempre foi o nosso forte...

Um especial rápido sobre a Copa no Brasil, o "Dossiê 2014", com a descrição dos 12 estádios, os investidores e a certificação LEED. Tudo fruto de muita pesquisa e de palestras celebradas lá mesmo na Poli.

E pra quem já estava achando que esqueceríamos do Moleque Travesso, engano. Aliás, um capítulo especial é pouco para tanta história de gritos, risos, chuva, sol, abraços, alegria e tristeza. Desde a decepção na A3 à tentativa de conquistar a Copa FPF. Recuperamos o "Diário de um Juventino" para tratar cada jogo por vez. Todos na Javari e também a viagem a Barra Funda. Apesar de ambas terem resultado fracasso, formamos nossa torcida, nossa trupe (assim acidentalmente apelidada) e sempre esperançosos fomos ao estádio. E continuaremos indo pra novas jornadas, para novos capítulos aqui mesmo no blog. Foram, salvo engano, 17 jogos no ano, sendo 16 na Javari. Aliás, sobre o Juventus, o segundo post com maior número de acessos até hoje, "1, 2, 3... 27" que tratava dos meus jogos, de guri até hoje, no sagrado Conde Rodolfo Crespi.


Enfim, o balanço é totalmente positivo. Conciliar 71 créditos no ano e o blog não foi nada fácil. Ver-se fazendo um texto horas antes da prova final de R1 é sinal do apreço que tenho por esta página. A todos que acompanharam esses dias mais de 120 postagens fica o muito obrigado e a vontade de acompanhá-los por mais uma temporada. Afinal, o mais importante era ouvir uma dica, ter sugerido um tema, ter a ansiedade pelo post da última vitória do moleque daqueles que fazem o blog com a gente.

E que 2012 venha azul para todos.
Ah, mais, que venha grená para todos.

O melhor 2012 para gente!

2 comentários:

  1. Redigiu o 2011 em alguns Paragráfos,Perfeito

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  2. Parabéns pelo esforço em manter um blog em alto nível .
    Realmente você e sua equipe é diferenciada . Só não esqueça também de 2012 tricolor !!!!

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