sábado, 28 de julho de 2012

"Visitante" em plena casa, Juve perde a invencibilidade neste sábado

28/07. Visitante em plena Javari, o ambiente era todo nosso - de diferente, só o banco de reservas. Contra o Palmeiras B, esperava-se mais uma vitória, até com certa tranquilidade, apesar do equilíbrio histórico entre ambos. Ferreira veio com a escalação que comentamos no post anterior, com a troca de zagueiros já prevista. Com arquibancadas cheias, obrigando-nos a fugir do cidadãos que persistem em gritar "vai, Tufão", "tira o 5" e "vira o jogo", ficamos alocados do lado oposto, na Rua dos Trilhos. Mas a troca não trouxe boa sorte: o time lutou, tentou, mas foi vencido por falhas defensivas, por uma entregada do goleiro e pelo cansaço. Derrota, a segunda na "Casa Nostra" na temporada e a primeira na Copa Paulista.

O time começou bem encaixado, com a marcação certinha, dentro do losango descrito no jogo anterior. Com menos posse de bola, o time mantinha-se fechado e a espera de um contra-ataque. E logo ele veio: Léo recuperou, Élvis enfiou para Tatá que rolou para trás, vendo Saulo exigir grande defesa do goleiro alviverde. Foi o melhor ataque grená no tempo. O adversário foi aos poucos dominando o jogo e conseguiu o gol na única falha do sistema defensivo: Saulo passou correndo atrás do lateral, Maurício entrou na área, Eduardo não acompanhou o meia que estava com a bola e, ao tentar o bote, deixou o centroavante rival livre para escorar sem defesa para o goleirão juventino.

Atrás no placar e sem perspectiva na primeira etapa, Ferreira voltou ao segundo tempo com Romarinho na vaga de Saulo. O meio ganhou movimentação e Élvis um companheiro na armação. Lá atrás, promoveu a troca de Diguinho com Eduardo, dando mais pegada à marcação. Logo Raikard, apesar da boa participação, disputando e brigando pelas bolas, saiu para a entrada de Magalhães; em seguida, Didi veio no lugar de Tatá e o time ganhou corpo. O camisa 17, vindo do Sertãozinho, não demorou a aparecer em bom cruzamento para o experiente Rafael colocar com a cabeça, inalcançável para o arqueiro. 1 a 1. A cara de virada era óbvia, mas Giulliano, em triste falha, rebateu bola fácil e cedeu o placar ao rival. O novo empate, logo na sequência, veio após pivô de Didi, que soltou para a passagem de Pavone fuzilar e arrancar o 2 a 2. A essa altura, Léo pregou, sobrecarregado, fazendo sua função e a de Saulo na segunda etapa. Isso tirou a força do meio-campo e permitiu fáceis movimentações do ataque alviverde. Numa passagem fácil, sem marcação alguma, o gol da derrota. Cansado, sem forças para reagir, o jogo se arrastou até o fim sem grandes perigos para o, hoje, mandante.

O Juventus perdeu por falhas coletivas no sistema defensivo; em dois gols houve desencontro da marcação do lado direito da equipe. No outro, erro individual do goleiro Giulliano. O jogo foi equilibrado, boas jogadas foram criadas. Como saldo da partida, acredito que Ferreira deve insistir no esquema 4-4-2, com o losango no meio, que implica boa marcação e saída de jogo; e que Pavone, mais uma vez, mostrou sua efetividade no ataque e ser a melhor alternativa dos laterais. A grande questão é o ataque: Raikard vem fazendo bom trabalho, mas não retorna gols; por outro lado, Magalhães sempre que entra mostra competência e faro de gol. O criticado garoto deve ser mantido, para ganhar experiência, rodagem. Apesar do concorrente pedir passagem, Ferreira realmente deve aproveitar essa primeira fase para dar cancha a Raikard e guardar seu atacante experiente para os momentos mais difíceis - como foi contra o São Bento, contra o Osasco e hoje.


Fechamos a rodada em 3º com novo pontos, um atrás de Atlético Sorocaba e (Chupa) Audax. Voltamos à Javari contra o São Bernardo, nesta quarta-feira, dia 1º de agosto. #ForzaJuve
Saudações juventinas!

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