sábado, 12 de janeiro de 2013

Moleque segue preparação na Javari

Sábado, 12 de janeiro. Chuva fina no início do final de semana. Última partida na Javari antes da estreia na disputada Série A2. A primeira partida na Javari depois do anúncio da "Nova Arena", a qual deixarei para discutir em post nos próximos dias. Bom, diante do São Caetano, na apresentação do elenco o Juventus não soube aproveitar a boa primeira etapa para abrir o marcador; e, num segundo tempo ruim, sofreu o gol que decretou a derrota na peleja amistosa, por 1 a 0.


Escalado com: 1. Ricardo; 2. Getúlio, 3. Fubá, 4. Matheus (capitão), 6. Loyola; 5. Fábio Gomes, 7. Djair, 8. Paulo Santos, 10. Élvis, 11. Biselli; 9. Luciano.


Bem postado em campo, num 4-5-1, o time apresentou a solidez defensiva de partidas anteriores, em melhor partida da dupla Fábio e Djair. Houve organização de ataque, mas pouca verticalidade, agressividade; rondando a área, a equipe não conseguia finalizar, repetindo uma deficiência já descrita em outras resenhas. Luciano é forte, mas não tem o perfil do centroavante e, repito que Magalhães tem mais presença na área; Luciano que, aliás, mostrou velocidade e pode ser melhor opção pelos flancos do ataque. No meio-campo ofensivo, Biselli e Élvis se entenderam bem e criaram uma boa saída com Loyola na esquerda, como foi ano passado com Lucas Pavone.

Dois detalhes táticos. Em primeiro lugar, Paulo Santos ainda se adapta ao lado direito do campo. O camisa 8 tem como característica a armação pelo meio, lugar do maestro; deslocado, caindo muito para dentro, o desenho perde simetria, pois Loyola tem Biselli pelo flanco, mas o lateral Getúlio fica sem auxílio para tabelas - uma vez que Paulo não se apresenta sempre. Em segundo lugar, Getúlio marca muito em cima do campo e obriga um deslocamento muito grande do sistema defensivo; apesar da cobertura natural de Fubá, ela deve ser feita em momentos pontuais e não a todo instante como se verificou. Quem deve marcar a saída de bola do lateral-esquerdo adversário é Paulo e não o próprio lateral grená.

No segundo tempo, o sistema deu lugar ao 4-4-2. No entanto, independente do esquema tático, o time perdeu a pegada e o controle do jogo. Sem ter aproveitado oportunidades no primeiro tempo, poucas mais foram criadas para marcar. Sem Fubá, o treinador optou por Cícero, zagueiro forte fisicamente mas fraco tecnicamente; e, no seu setor, saiu o gol da derrota do amistoso. Dentre todas as substituições, Marlon pouco fez em pouco menos de 45'; por outro lado, Rafael Branco carregou bem a bola por algumas vezes, jogando mais avançado do que está acostumado e foi boa surpresa; Diego Carioca é muito rápido e habilidoso, porém precisa de maior efetividade no passe agudo e na finalização; por fim, Marcão é um autêntico cão-de-guarda, chega firme em todas divididas e é o reserva imediato dos volantes.

Enfim, dos 4 jogos que vimos, o que devemos esperar? Um sistema defensivo bem equilibrado, volantes mordedores e uma dupla de zaga segura. Toque de bola com os 3 meias, mas ainda sem confiança para arriscar jogadas, agredir e chutar pro gol. Por enquanto, é um time para vencer brigando, por pequena margem de diferença.

Ainda temos nossas desconfianças; em especial, a situação de Túlio permanece muito esquisita.

Bom, continuamos alentando, peleando e resistindo...

Saudações juventinas! #ForzaJuve

Em pé: Luciano, Fubá, Loyola, Fábio, Matheus e Ricardo;
Agachados: Élvis, Paulo, Getúlio, Djair e Biselli.


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