sábado, 2 de março de 2013

No peito oco, um vazio dolorido

02 de Março, sábado. 15h, Rua Javari. O Juventus perdeu para a Catanduvense por 4 a 1.

Quanto ao jogo, pouco importa. Se o time começou encaixado no 4-3-1-2 ou se terminou no 4-2-1-3. Os números que realmente contam são os 7 jogos que nos restam, os 12 pontos para nos libertar de voltar para o inferno.

Ainda tento entender esse vazio e concluir se a minha falta de vocabulário é que me deixa sem palavras ou se o contexto em que vivemos hoje é inexplicável. O Moleque está no canto do ringue, sendo agredido covardemente; sem reação, ferido, ensaguentado, a toalha está nas mãos.

E ainda não é hora de ser jogada - sempre se espera que a mística nos salvará mais uma vez. Ao menos a ela tentaremos recorrer - orando a San Gennaro, aos deuses do futebol ou as ídolos já idos.

Ter a certeza do pior é esperar que tudo que vier é lucro. Ter a certeza do melhor é se enganar e correr o risco da dolorida frustração.

Seja qual for a escolha ou a filosofia, a incapacidade do ser humano - ainda mais apaixonado por essa loucura - garante a dor de viver o que estamos vivendo.

E essa dor dá um vazio, um nada, uma sensação de incapacidade de lutar contra quem não conhecemos que é desesperadora.

A luta para evitar o inferno continua em São Carlos, na quarta-feira. #ForzaJuve

Saudações juventinas!

3 comentários:

  1. FABÃO, O FUBÁ, ERROU !!!
    Errou um passe ? um cabeceio ? falhou em algum gol ? Tanto faz, mas se falhou como jogador de futebol, pra mim não há problema.
    Digo que ele errou ao não convocar a força policial à disposição no estádio para deter o seu agressor e errou por não ter feito queixa-crime por racismo contra o ‘turista”, que perpetrou o crime.
    Errou também, o clube, já que não apoiou seu empregado que foi ofendido por palavras racistas no exercício da função para a qual é pago e ainda com o uniforme de trabalho.
    Reconheço que também falhei , como torcedor juventino, que não estava lá pra fazer algo por ele; que tanto exalto o fato de ter origens operárias e descender de fundador do clube; que me orgulho de meu time NÃO haver, desde os tempos do Cotonificio , praticado o racismo tão comum aos co-irmãos, naquela época; que tanto enalteço ídolos como Brandão, os Ditões, Mão-de-onça, Deodoro, Bizi, Ataliba e, mais recentemente, do próprio Fubá, o atual Deus da Raça Grená.
    Enfim, perdeu o Fubá ! Perdeu o Juventus ! Perdi eu ! Perdemos todos !. Mas NÂO como atletas ou fans, e SIM como cidadãos brasileiros.

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  2. Realmente uma cena lamentável como relatou Agarelli.

    Acompanhei com os olhos a saída de Fubá do gramado. O mesmo estava incrédulo. Na entrada do vestiário, olhou para cima, bateu no escudo do Juve dizendo "aqui é Juventus porra".

    Mas poderia ter dito "sou eu, Fubá, vocês não lembram de mim?", porque com certeza um verdadeiro juventino jamais diria uma palavra contra esse monstro da zaga.

    Malditos turistas.

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