segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Orgulho e valentia

Torcida reconhece empenho do Juventus em Barueri (Foto: Ale Vianna/CAJ)

O placar eletrônico da Arena Barueri, na noite deste domingo (22), indicava o fim da estrada para o Juventus na 48ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior. A equipe grená, sob o comando do técnico de Edilson Chiari, despediu-se na semifinal após a derrota por 3 a 0 para o Corinthians, maior vencedor do torneio.

Desta maneira, o Moleque Travesso repete sua melhor campanha desde 2006, quando foi eliminado na mesma fase para o Comercial de Ribeirão Preto, nos pênaltis (7 a 6), após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar. Com um detalhe: no referido ano, havia 88 participantes - 32 a menos em relação à temporada vigente.

Esclarecidas antes as informações mais básicas para situar os desavisados que estiveram alheios ao calendário futebolístico do fim de semana, como rege o manual do bom jornalismo, é válido mencionar a partir de agora alguns aspectos do embate entre as duas tradicionais agremiações paulistanas.

Mesmo com limitações óbvias em comparação ao rival, o Juventus teve bom desempenho e protagonizou um duelo parelho na etapa inicial, buscando espaços e criando chances perigosas. Após os sustos, o Corinthians reagiu e fez o goleiro Vitor Omena trabalhar. Mas ele não pôde evitar o gol de Carlinhos aos 33 minutos.

https://www.youtube.com/watch?v=pk_cQ_NOQYQ

Ainda vivos na partida. Assim fomos para o intervalo. Mantivemos a eficiência na marcação e batalhamos por cada bola, em cada dividida. No segundo tempo, a situação mudou. Com três mudanças, a equipe mooquense ainda pressionou logo depois do recomeço do jogo. Porém, a superioridade do Corinthians ficava mais evidente.

Em uma investida rápida após falha nossa no setor ofensivo, o time do Parque São Jorge testou Omena três vezes. No chute de Marquinhos, colocado, a bola tocou nas mãos do arqueiro e entrou. 2 a 0. O terceiro gol foi praticamente indefensável. Fabricio Oya encontrou espaço na entrada da área e decretou o 3 a 0.

Apesar do placar, a atuação de Omena impediu que o escrete alvinegro obtivesse um resultado ainda mais elástico. Na frente, Cesinha e Moicano incomodaram a defesa adversária até o apito final, sobretudo porque o Corinthians passou a jogar com um a menos devido à expulsão de Guilherme Romão pelo segundo cartão amarelo.

O que ficou desse jogo, no entanto, transcende o placar. A determinação e a valentia dos garotos da base resgataram o orgulho juventino. Foram atuações que honraram o manto grená, sob chuva e sob sol, contra adversários qualificados. o comparecimento em peso da torcida mooquense nos duelos realizados na Rua Javari.

A invasão a Barueri merece um capítulo à parte. Embora não seja exatamente uma surpresa, pois os jogos em casa tiveram lotação máxima, e quem não conseguiu entrar se amontoou nos bares próximos aos estádio para torcer, vibrar e sofrer em sintonia com o público presente de corpo e alma no Conde Rodolfo Crespi.

Foram 90 minutos de cantoria e festa, de reconhecimento e agradecimento, mesmo com a eliminação já consolidada em determinado momento. Novos desafios virão, mas uma semente foi plantada. Sabemos que é possível fazer diferente, é possível sonhar. E com essa mentalidade devemos seguir em frente, time e torcida, lado a lado.

Um comentário:

  1. foda....time foda...primeira vez que choro em uma eliminação do Juventus....esses muleke são demais

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