domingo, 14 de maio de 2017

#FIFA17: Campeões europeus - AS ROMA 2017/2018

2017/2018 tinha uma missão a se cumprir: dominar a Europa. Como num jogo de WAR, tínhamos claramente os territórios a se conquistar. Amsterdam, Londres, Barcelona, Munique...

Ao mesmo tempo, uma guerra interna não poderia se instalar. Dois territórios rebeldes à Roma foram identificados como potenciais adversários: Nápoles e Turim.

Era a primeira temporada sem Il Capitano, eterno líder das batalhas e camisa 10 dos campos italianos. A capital sentiria falta de Gladiador Totti.

E sentiu. Claramente, não havia uma voz uníssona, que impusesse o caminho sem questionamento de seus comandados. Entretanto, cada guerreiro se fez individualmente mais importante, fazendo com que ambas as guerras se fizessem vitoriosas - campeão do Calcio e da Champions League.

A guerra civil do Calcio teve contra o exército de Napoli o maior adversário. Após 38 confrontos, a batalha fora conquistada nos últimos dois confrontos, com uma vantagem de sete pontos frente aos azuis protegidos por San Paolo.

A Copa Itália, conquistada com tanto sofrimento no ano anterior, teve ares de drama maiores ainda - todavia com derrota dos romanistas. Os guerreiros de Turim obtiveram uma virada épica, e por 1x2 impuseram a única taça não conquistada.

Se dentro de seu território havia toda essa tensão, conquistar a Europa fora tão mais intenso quanto se fazia necessário. A batalha de Barcelona, terminada em empate por 3x3 mostrou a dureza que o caminho exigiria. Na fase de mata-mata ocorreram: batalha de Londres - 5x2 diante do Tottenham; batalha de Munique - 5x3 diante do Bayern; batalha de Turim - 1x0 contra a Juventus. E por fim, o Dia D contra o Chelsea, 1x0, com gol do faraó El Sharaawy. Campeões europeus!

Como falado, foi o ano de vencer com o elenco. Uma temporada desgastante exigiu que Hamsik e Falcão, líderes técnicos do elenco, fossem poupados em diversas oportunidades. Coube neste cenário, também sem Totti, que jovens se firmassem. E assim foi feito - Hernandez, El Sharrawy e Cyprien, por exemplo, surgissem como nomes incontestável nas guerras vencidas. Diferentemente do ano anterior, de temporada avassaladora, foi exigido um futebol mais tático e físico.

A Roma permaneceu em um 3-5-2. Sabia-se vencer a guerra e não havia necessidade de mudar o estilo de jogo consagrado por Capello e por De Castro. Alisson. Hernandez, De Rossi e Thiago Silva; Florenzi, Strootman, Naingollan, Hamsik e Guerreiro. El Sharrawy e Falcão.

Na meta, Alisson se manteve como o grande protetor romanista. Foram 39 partidas e novamente um dos menos vazados ao lado do lendário Buffon. Mvogo e Lobont, seus imediatos, apenas sombras do gigante colorado.

Como seus escudos, apenas De Rossi se manteve como principal peça, com impressionantes 42 partidas disputadas. Com a apagada temporada de Rudiger e saída de Manolas, Hernandez (oriundo de Madri, 30 jogos e 1 gol) e Thiago Silva (33 jogos) completaram o tripé defensivo com excelência. Seus reservas durante o ano foram discretos: Rudiger e Caldara.

Pelos flancos, Florenzi permaneceu brilhando e cada vez se solidificando com ídolo. Floro foi mais discreto em relação ao ano anterior, com 2 gols e 6 assistências, mas contribuindo muito para a equipe como um todo. Do lado esquerdo, onde não se encontrou talento por metade da temporada, Raphael Guerreiro voltou de diversas lesões para se consolidar na posição, e foi uma das principais peças do elenco no final do ano. Emerson, que voltou ao elenco no meio do ano também, compôs bem o elenco romanista.

No meio-campo, em tese defensivo, a liderança foi novamente do Samurai Radja Naingollan. Em 41 partidas, 12 gols e 8 assistências, muitos destes em momentos cruciais das partidas. A raça em pessoa. Ao seu lado, Strootman, principal passador do Calcio, com 10 passes para gol. Os reservas contribuíram muito, mostrando a força da equipe. Paredes, Tielemans, Andrea Pirlo fizeram 11 gols e 17 assistências, somados, e não deixaram cair quando necessária a folga aos titulares.

Um pouco de Radja Naingollan

Nascido na Antuérpia, ele foi abandonado pelo pai, um imigrante indonésio, ainda criança. Foi criado sozinho pela mãe, Lizy, que trabalhava em dois empregos para sustentar cinco filhos: quatro garotos e uma menina, Riana, que é gêmea de Radja, também é jogadora de futebol e defende o mesmo clube que o irmão: a Roma. A infância difícil em um bairro de imigrantes formou sua personalidade complicada. Ele é conhecido por ser meio maluco e raramente levar desaforo para casa nas partidas. Nainggolan começou a jogar pelo Germinal Beerschot, da Bélgica, e foi em seguida para a base do Piacenza, da Itália, time pelo qual se profissionalizou. Em 2010, ele conseguiu uma transferência para o time que transformaria sua vida, o Cagliari, também da Itália. Na mesma época, porém, sua mãe morreu, após longa luta contra um câncer no pulmão. Hoje, Radja tem tatuadas nas costas as asas de um anjo. Na esquerda, está a data de nascimento e, na da direita, a data de falecimento da mãe que batalhou para lhe formar (ESPN).

A armação foi liderada pelo gigante Hamsik, mais uma vez. 19 gols e 5 assistências, sem prêmios individuais, mas consistente e clutcher como se esperava desde sua chegada. Números mais baixos não afetaram o time por um motivo, que tem nome e sobrenome: Wylan Cyprien. Incríveis 17 gols e 9 assistências, gols decisivos e o atleta com mais atuações na equipe nesta temporada; o jovem foi certamente o símbolo da força deste exército romanista. Completanto, mais discretamente, Salah, Tadic complementaram o elenco com pouquíssimas atuações relevantes.

No ataque, a vez foi de El Sharrawy. O pequeno Faraó dividiu a liderança da artilharia com Hamisk (19 gols), mas contou com 12 assistências em menos jogos (38 a 41 do eslovaco), tornando-o em números o atleta de maior destaque da Roma. A vice-artilharia da Champions, com direito a gol na final, porém, valida não só estatisticamente o brilhante ano deste jovem talento. Radamel Falcão foi menos intenso, mas fundamental: 14 gols e 15 assistências - números bons para um atacante experiente e que soube, em má fase nas finalizações, distribuir os passes para decisão de seus colegas. Contribuindo ainda no setor, somando impressionantes 31 tentos; Calleri (10 gols e 6 assistências), Lucas Perez (7 gols e 4 assistências), Mbappe (2 gols e 1 assistência), Dembelé (7 gols e 1 assistência) e Cerci (5 gols e 5 assistências).

A Roma conquistou a Europa, Algo que lendas como Falcão e Totti não conseguiram com a camisa grená e laranja. Mas agora, qual o desafio para este time? Com tudo possível conquistado, há desafios pela frente? Veremos em 2018/2019...

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