sábado, 17 de março de 2012

E as travessuras vão saindo de cena

17/03, sábado. Dia em que a trupe se reuniria após bom tempo e partiria da vila rumo a uma Javari que pedia  a vitória. Outros 1266 pagantes esperavam o mesmo que nós, ou seja, o triunfo por meio a zero que fosse, sofrido ou jogando bem. A situação desconfortável entre o G8 e o Z4 pressionava a equipe, aparentemente fechada com o treinador e entre si. No entanto a vontade nem sempre traz a vitória, e o ocaso da tarde na Mooca se confundiu ao da situação da equipe na tabela, cada vez mais longe do sonhado acesso e cada vez mais perto do desgraçado rebaixamento, após o lamentável empate por 1 a 1 contra o Sertãozinho.

Fui entusiasta da chegada de Luis Carlos Ferreira à Rua Javari. Experiente, cascudo, saberia levar nosso Moleque para um lugar mais alto. O bom início, promissor, foi se tornando confuso e decadente, sobretudo após a chegada de Romerito - a relação de amizade e camaradagem entre treinador e jogador prejudicou a equipe, refém da escalação de um ex-atleta, lento, passado, um boi cansado.

No dia em que finalmente Thiaguinho voltou à equipe, ele foi escalado na lateral, confundindo todo o sistema de jogo pela esquerda, também sofrível pela péssima atuação de Xavier na primeira etapa. Foi criada uma avenida, livre para a atuação dos camisas 8, 9 e 16 do time do Sertãozinho, que infiltravam sempre em tabelas rápidas nas costas do improvisado lateral e do nada inspirado zagueiro. Já no ataque, Élvis comandava a bola e tinha sempre a opção do excelente Tony pela direita. Foi num passe para o lateral - na única jogada boa de Saulo - que saiu o gol grená, num forte tiro cruzado. 1 a 0. As falhas lá atrás, porém, impediam o domínio do Juventus e o intervalo chegou sem grandes prejuízos.

De tanto que cantamos a bola das arquibancadas - mais uma vez lendo com perfeição a partida e antecipando a melhor solução -  Ferreira ouviu o nosso conselho e tirou o apagado Renato para reorganizar a defesa, devolvendo Pavone a sua posição de origem e protegendo Xavier com o volante Geovani. A partida poderia ter encerrado após a conclusão pífia de Thiaguinho na pequena área, perdendo o gol e dando início ao pesadelo na Javari. Logo da entrada de Romerito no lugar de Saulo, o meio-campo se tornou lento e improdutivo. Sem meio e sem a bola, o rápido ataque do rival consegui achar seu camisa 18 sem marcação nas costas de Fubá para empatar e esfriar mais de 1200 torcedores. 1 a 1.

Daí pra frente, foram mais 30 minutos de desespero e pouco futebol. Élvis passou a errar alguns passes, cansado, Tony ficou mais preso, cansado, e Romerito, muito cansado como sempre. As melhores chances vieram em escanteios, mas pararam em boas defesas do goleiro adversário, que catimbou o resto da partida para alegria do juizão. Este que pediu 6' de acréscimo mas só executou 4'. Para piorar, idiotas invadiram o vestiário da arbitragem e o mando de campo no Templo deve ser suspenso. Súmula aqui.

Enfim, apesar do esforço, pouca bola. A classificação fica cada vez mais distante e o rebaixamento uma realidade. Resta ao Moleque vencer os 5 jogos que faltam e torcer (3 fora, 2 em casa). Faço aqui já alguns exercícios que dão vida a boatos e conspirações de que querem enterrar nossas travessuras de uma vez por todas, em sua própria casa, que daqui a alguns anos não existiria mais. A falta de afeto com uma paixão, que sobrevive apenas porque há alguns malucos que não a deixam ir embora, leva nossas tradições para os porões do dito 'futebol moderno', enquanto alguns se deliciam com a situação cada vez mais grave. Pensar apenas num acesso é nada perante a mobilização que deve existir para que nosso time não se torne apenas algumas páginas empoeiradas e esquecidas na história do futebol. Lamento muito o tom pesado e carregado, mas são as palavras de um torcedor grená. #ForzaJuve

Um comentário:

  1. Infelizmente novamente estamos deixando o nosso acesso cada vez mais distante ou quase impossível.
    Tenho a impressão ( espero que esteja errado ) existem pessoas ligadas a diretoria que estão forçando uma situação do clube a tal ponto de viabilizar a venda de nosso templo para as grandes construtoras e acabar com toda a nossa história .
    Acredito que deveremos nos mobilizar para evitar tais acontecimentos e fazer uma força tarefa afim de dizimar os que dizem ser diretores do clube e o bando de falsos torcedores de nosso clube .

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