terça-feira, 7 de agosto de 2012

Ladies in London

Caros leitores! Digamos que compromissos acadêmicos mudaram os rumos deste blog. A correria fez com que priorizássemos nossas forças (e linhas) apenas no nosso Moleque Travesso e outros poucos eventos. Não, o grená manterá seu espaço, muita calma, não é isso. É que agora resgatamos um pouco da origem, do ideal do Bola pro Mato: falar sobre tudo, com opinião e competência. Bem, a raquete e a bolinha de feltro ainda não foram tema por aqui - e é hora. Para tanto, registro a estreia do nosso novo colaborador: Rodrigo Silva, colega de Poli e viciado em esportes (condição sine qua non) - em especial, o tênis. Ele chega pra ajudar a resgatar essa pegada do blog. As próximas linhas deixo por sua conta e conhecimento. Aproveitem e seja bem-vindo, meu caro!
O tennis e a olimpíada estavam divorciados, mas finalmente tivemos um maior interesse por parte dos melhores tenistas do circuito em disputarem e defenderem as cores dos seus países nos jogos olímpicos; atitude essa que começou em Pequim há quatro anos e que agora, em Londres, conseguiu atingir praticamente todo o circuito.

No feminino tivemos ótimos jogos no começo da competição, e passeios nas finais, mas não deixamos de ver a história ser escrita. Serena Willians conquistou a medalha de ouro olímpica em simples e completou o Golden Slam, que é o título dado a conquista dos quatro grand slams e mais a medalha olímpica, feito realizado anteriormente apenas por Steffi Graf.


Serena foi absoluta o torneio inteiro, assim como já havia sido duas semanas antes no mesmo All England Club pelo torneio de Wimbledon. Na semi, Serena enfrentou a atual número um do mundo Victoria Azarenka. Como nos confrontos anteriores entre as duas, Azarenka não conseguiu encaixar seu primeiro serviço, e a fragilidade do seu segundo serviço contra as grandes devoluções da Serena impossibilitaram que Vika controlasse as trocas de bola, tirando-a da sua zona de conforto e abrindo caminho dessa forma para uma vitória tranquila da Serena por 6-1, 6-2.



Na final, Serena enfrentou a russa Maria Sharapova, que venceu sem muitos problemas na semi um duelo caseiro contra Maria Kirilenko; e, dessa forma, tivemos uma final que seria histórica de qualquer forma, pois tanto Serena e Maria buscavam completar o Golden Slam. Tivemos mais um jogo incrível da Serena Willians atropelando sua adversária, com direito a pneu sobre uma Maria Sharapova que não tinha como fazer nada para parar os ótimos serviços e devoluções da americana, que conquistou a tão sonhada medalha olímpica que faltava em sua vitoriosa carreira. Serena ainda teve gás para conquistar sua terceira medalha de ouro em duplas com sua irmã Venus. Maria Sharapova, em sua primeira olímpiada, conseguiu realizar final olímpica e conquistou a medalha de prata, e ainda terá possivelmente mais uma chance de conquistar seu ouro olímpico aqui no Brasil.


Victoria Azarenka coroou seu ótimo ano conquistando duas medalhas olímpicas, a primeira conquistada contra Maria Kirilenko na disputa pelo bronze, e a segunda de ouro fazendo dupla mista com Max Mirnyi e enfrentando na final a dupla da casa formada por Laura Robson e Andy Murray. E o que chamou a atenção foi a alegria da jovem bielorrussa enrolada em sua bandeira na conquista pelo bronze. Apesar de ser a número um do mundo, ficar em terceiro e conquistar uma medalha para seu país foi uma grande vitória para ela. Que sirva de lição para que nós brasileiros enxerguemos que nem sempre apenas o título e o primeiro lugar é o que importa.


Tivemos no final as três melhores tenistas da atualidade conquistando as medalhas. E para os fãs do circuito feminino que acham que a Serena tirou aquela competitividade que existia no inicio da temporada, digo-lhes que a grama agora cederá espaço para as quadras rápidas americanas, e possivelmente voltaremos a ter um maior equilíbrio nos torneios.

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