domingo, 11 de agosto de 2013

Desencantou

Domingo, 11 de agosto. Dia dos pais, Javari recebendo um bom público. O Juventus tinha pela frente o São Caetano, e alguns desafios: superar a derrota do último jogo, continuar fazendo domínio do mando de campo e, de quebra, obter a retomada da liderança.

E a manhã rendeu. Após um primeiro tempo truncado e pouca bola, o time voltou voando na segunda etapa e atropelou o São Caetano por 4 a 1. A goleada disfarce talvez o jogo como um todo, mas expõe o quão precisos os garotos foram em aproveitar as chances criadas e dominar um adversário inferior.



Na ótica tática do jogo, Celinho permanece insistindo (e com razão) no mesmo desenho. A linha de quatro atrás (Romarinho - Carvalho - Sallinas - Pavone), dois volantes (Paulo Henrique - Arthur), três meias (Branco - Castori - Fernandinho) e um atacante isolado (Pedro). Devido à movimentação, o sistema varia, em momentos 4-5-1 ou 4-4-2.



Talvez hoje, em especial na primeira etapa, Pavone tenha atuado mais na frente e deixado as costas para Fernandinho. Inversão que pouco funcionou, salvo em algumas tabelas sem profundidade.

Paulo Henrique voltou dominante da suspensão, subindo a linha de volantes como nas primeiras rodadas, abafando a criação do rival e dando segurança à linha de defesa ao lado de Arthur. A defesa, aliás, que novamente esteve bem postada, mas sofreu sustos já que Carvalho, pendurado desde o começo da partida, tirou um pouco o pé das divididas e permitiu alguns perigos.

O jogo em si foi duro desde o início. Contra um time alto e forte, Pedro, por exemplo, teve muitas dificuldades no início. Tanta que quase foi repartido após trombada do grosso zagueiro Gabriel, camisa 3. Neste momento, se iniciou a confusão - que se não deu em nada, deixou o time pilhado para a partida. Os primeiros 45' não mostraram muitas chances e o intervalo seguiu para o 0 a 0.

Para o segundo tempo, porém, outra pegada. Celinho expôs o time, liberou Romarinho para avançar e Castori para encostar em Pedro - o meia, que após dois jogos fracos voltou ao bom estilo, aumentando a qualidade de passe dos armadores.

As bolas longas continuaram a grande saída do time, sempre buscando Pedro. Contra zagueiros fortes, a bola tinha de vir saindo do corpo, para pegar na corrida. O time percebeu.

E ele desencantou. Após cinco jogos de seca, o tão perseguido gol. Ganhando na corrida, dividindo com o goleiro e empurrando para o fundo da rede. Para apontar para o treinador que não poderia ter nem pensado em desistir dele, pois uma hora a bola ia entrar. Entrou. 1 a 0.

Se o gol animou o time, deixou a defesa à disposição. Muito afoito e errando passes, em jogada isolada e confusão da defesa, gol azul. 1 a 1.

Mostrando reação, a garotada não se conformou e foi atrás do placar. Novamente Pedro, agora de canhota. 2 a 1.

Nada bobo, Celinho chamou Eduardo. Proteger a casinha e liberar os homens de frente, bem como mais saída no meio-campo num 4-3-1-2. Não se poderia pensar em ceder novamente o resultado.

E foi que o esforçado volante conseguiu seu primeiro gol com a camisa grená. Em escanteio combinado, ele estava na área para conferir pras redes. 3 a 1; pra levantar a torcida, pra oferecer ao amigo Élvis e pra ganhar um beijo de Geová.

O quarto veio pouco antes do apito final, numa cacetada de Lucas Pavone direto no ângulo, sem a mínima chance de alcance. Golaço, 4 a 1.

Como disse no começo, a goleada disfarça um pouco. Apesar da ótima partida, o Juventus levou sustos. E com isso, o goleiro Fernando Henrique teve outra oportunidade de mostrar sua qualidade. Excelente posicionamento, saída de gol e no mano-a-mano.

É importante destacar a força psicológica da vitória de hoje. Vindo de uma derrota em São Bernardo e já ocorrendo alguns contestadores maldosos do trabalho que vem sendo realizado. Mas não só, pois foi fundamental reagir ao gol sofrido - dessa vez, o time não abaixou a cabeça e seguiu buscando retomar a vantagem.

Individualmente, Pedro teve seu desafio de lutar contra adversários difíceis e se superou, mostrou seu futebol e mereceu os gols - por isso, foi o melhor em campo.

O São Caetano é chamado B, mas o Juve tinha de vencer, não importa quem. Dos objetivos, superamos o jogo anterior, mantivemos a fortaleza da Javari e retomamos a liderança, ainda com um jogo a mais.

Agora o Juventus tem inadmissíveis 17 dias sem jogar até o próximo jogo, contra o Taubaté, dia 28/08.
#ForzaJuve

Saudações juventinas!

7 comentários:

  1. Nesses 17 dias deveremos ganhar 3 pontos e 3 gols relativos ao jogo com o Joseense, pois foi esse o critério adotado para o São Bernardo hoje. Abraços

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  2. FORZA JUVE !!!!!! Q alegria o jogo de hoje, fez o dia dos pais na mooca mais feliz !! putaquepariu ...

    Celinho ta fzd um trabalho fantastico.

    bjs pra Livia andrade

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  3. Domingo perfeito...retorno do mascote,
    lágrimas grená do menino Pedro Rocha
    honrando o manto sagrado...Fernando
    Henrique a muralha juventina...a redenção
    do Eduardo Silva, fazendo as pazes com a
    arquibancada...e o gran finale :
    o canudo, o cannoli no ângulo........e
    festa na JAVARI.

    ¨STUPENDO JUVENTUS¨

    E.ROSSATTO E FAMÍLIA

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    1. Que sejam sempre sábados/domingos assim, Edson. Time, torcida, Javari nesse clima. Abraço, bom recebê-lo por aqui!

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    2. Bacana, tenho acompanhado o blog, seus comentários sempre precisos;
      valeu Ricardo...saudações juventinas.

      ÏMMORTALE JUVENTUS¨

      E.ROSSATTO E FAMÍLIA.

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  4. gostei do time e principalmente do clima de alegria que pairava na Javari, muito bom.

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  5. Primeiramente , parabéns pela resenha e como sempre excelente.
    Mesmo com a excelente vitória ,temos que estar cientes e pacientes pelas oscilações de um time jovem que porventura possa ocorrer .
    Forza Juve !!!!

    Reinaldo Paniguel

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