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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Pelo velho continente

Aproveitando que a folga juventina na Copa Paulista coincide com o início dos principais campeonatos nacionais pelo velho continente (e para manter o ritmo da escrita), vamos conversar um pouco sobre esses torneios e registrar nossos palpites. (O Arsenal, em dias, merecerá um capítulo à parte).

Premier League: os três primeiros colocados do último campeonato trocaram de comando técnico e prometem mudanças no estilos das equipes. Destaque-se a primeira temporada em mais de 27 anos do Manutd sem Sir Alex Ferguson e o desafio de David Moyes tentar manter a dinastia vermelha; bem como o retorno de Mourinho ao time russo de Londres. Arsenal e Liverpool tentam se reerguer rumo ao título com trabalhos contestados e em início de frutos, respectivamente. Liderando a corrida entre as equipes pequenas, os Spurs ainda tentam saber seu lugar, a critério ou não da permanência de Bale. E buscando lugares ao sol, Swansea, WBA e Everton correm por fora.

Briga pelo título
Manchester United - Destaques: Vidic - Rooney - Van Persie
Manchester City - Destaques: Kompany, Yaya Toure, Kun Aguero
Chelsea - Destaques: Hazard, Lampard, Demba Ba

Briga pela Champions
Arsenal - Destaques: Koscielny - Wilshere - Cazorla
Liverpool - Destaques: Gerrard - Coutinho - Suarez
Tottenham - Destaques: Verthogen - Paulinho - Bale


Bundesliga: mesmo numa liga que busca o equilíbrio financeiro, o tamanho da Bayern impressiona. Gigante, é favorito disparado ao título pela força elenco. Campeão de tudo em 12/13, agora Guardiola tem a dura missão de repetir Jupp Heyneckes. Do outro lado, o Dortmund tentará alguma travessura, sob a luz de seu time muito competitivo. O resto do torneio deve fazer apenas figuração em luta por vagas europeias, mas mantendo a tradicional paridade entre quatro a seis times até a reta final.


Briga pelo título
Bayern - time-base: Neuer; Lahm, Boateng, Dante e Alaba; Schweinsteiger, Kross, Robben, Muller e Ribery; Mandzukic. Banco: Rafinha, Martinez, Thiago, Gotze, Shaquiri.

Dortmund - time-base: Weindefeller; Pizsczek, Subotic, Hummels e Schmelzer; Bender, Sahin, Kuba, Gundogan e Reus; Lewandowski. Banco: Kehl, Aubameyang, Grosskreutz, Mkhitaryan.

Briga pela Champions
Schalke 04, Leverkusen, Wolfsburg.


La Liga: absolutamente dominada pelos rivais Barcelona e Real Madrid, agora de técnicos novos (Tata Martino e Ancelotti) e grandes incógnitas. Varridos da Europa na última Champions, tentam renascer dentro do próprio estilo. Mais uma vez a grande atração estará nos duelos menores, por vagas europeias e até contra o rebaixamento. Como destaques, pode-se citar o Atletico de Madrid, que conta agora com o reforço do maior artilheiro da fúria, David Villa, o Valencia e a surpreendente Real Sociedad.



Briga pelo título
Barcelona - time base: Valdez; Dani Alves, Pique, Mascherano e Alba; Busquets, Xavi e Iniesta; Pedro, Messi e Neymar. Banco: Puyol, Song, Fabregas, Alexis, Tello;

Real Madrid - time base: Casillas; Carvajal, Sergio Ramos, Pepe e Marcelo; Xabi Alonso, Khedira, Di Maria, Ozil e Cristiano Ronaldo; Benzema. Banco: Arbeloa, Coentrão, Ilarramendi, Casemiro, Modric, Isco, Kaká.

Briga pela Champions
Atletico de Madrid, Valencia, Real Sociedad,


Calcio: o enfraquecimento dos times de Milão veio na contramão da hegemonia de Turim, sob a posse da Juventus. Bicampeã, luta pelo terceiro Scudetto sob olhares de concorrentes famintos por voltar ao topo; sobretudo o Napoli, que se perdeu Mazzari e o ídolo Cavani, se reforçou bem no mercado europeu. Outros seis times, no mínimo, correm atrás do prejuízo tentando chegar ao patamar dos concorrentes. Desgastado por sua culpa e pelo crescimento de outras ligas, o Calcio busca aos poucos retomar lugar no cenário mundial, seja na imagem ou mesmo na recuperação do terceiro coeficiente europeu.



Briga pelo título
Juventus - time base: Buffon; Barzagli, Bonucci e Chiellini; Liechsteiner, Pirlo, Pogba, Marchisio e Vidal; Tevez e Llorente. Banco: Caceres, Muntari, Matri, Giovinco, Vucinic.

Napoli: Reina; Maggio, Cannavaro, Albiol e Armero; Mertens, Inler, Behrami e Hamsik; Pandev e Higuain. Banco: Zuniga, Dzemaili, Insigne, Callejon.

Briga pela Champions
Milan, Internazionale, Roma, Lazio, Udinese, Fiorentina.


Ligue 1: novo paraíso dos milionários, a França deve polarizar a briga pelo caneco a PSG (de Blanc) e Monaco (do fraco Ranieri). Lyon e Marseille, outros tradicionais times, devem apenas brigar pelo 3º lugar e uma vaga na Champions. A maior atração certamente é ver atacantes tão talentosos em campo, em especial Falcão e Cavani.

Briga pelo título
PSG - time base: Sirigu, Jallet, Thiago Silva, Alex e Maxwell; Verrati, Matuidi, Pastore e Lucas; Cavani e Ibrahimovic. Banco: Marquinhos, Thiago Motta, Lavezzi, Menez.

Monaco - time-base: Subasic; Fabinho, Carvalho, Abidal e Kurzawa; Toulalan, Moutinho, Ocampos, James e Carrasco; Falcão.

Briga pela Champions: Lyon, Lille, Marseille.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

'O surdato 'nnammurato

Os amantes de UCL já haviam provado o gosto de ver um time como os italianos de Nápoles na disputa de grupo contra o Manchester City. Endinheirados mas sem coração, os ingleses foram sugados pelo ambiente apaixonado criado em San Paolo que incentivou uma equipe que joga com coração e raça mas com a qualidade de um trio de ouro composto por Hamsik - Lavezzi - Cavani. Agora diante do Chelsea, nesta terça de carnaval, o Napoli mostrou mais uma vez a qualidade de seus atacantes e a força de sua torcida na mais sulamericana das casas do torneio. O "clima de Libertadores" imposto assustou os ingleses e o 3 a 1 ficou barato para os azuis de Londres, com gols de Pocho Lavezzi (2) e Cavani. A análise de hoje não fica por conta da técnica ou da tática, das falhas defensivas e erros grotescos, mas pela emoção que o futebol faz questão de proporcionar de vez em quando. A comemoração de Cavani depois do golaço de ombro é a medida exata do quão intenso é jogar pelo Napoli. E escutar o 'O surdato 'nnammurato cantado a plenos pulmões após o fim da partida é sempre fantástico. Salve o futebol!


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

10 causos de Balotelli

1. Na sua chegada à Inglaterra, Balotelli apresenta-se humilde e inseguro ainda sobre o seu futuro na Premier League. A foto abaixo o contesta, não? Aliás, teve o carro apreendido um dia após sua compra por dirigir em alta velocidade em Manchester..


2. Entre esmolas e benevolências, verdadeiras ou não, deu gorjeta de R$ 3 mil para flanelinha que achou R$ 39 mil em seu porta-luvas, deu esmola de R$ 3 mil reais a mendigo ao sair de cassino e bancou a hospedagem de mendigos no luxuoso hotel onde mora no período natalino. Falando em período natalino e inverno rigoroso na Inglaterra, belo gorro, hein...


3. Nesta semana, o jornal The Sun divulgou uma foto do italiano em um encontro com a atriz pornô Holly Henderson. O problema é que ele namora a modelo Raffaela Fico, que estava trabalhando na Itália na ocasião. Tem que aproveitar, né...


4. Existiu o boato de que o jogador do Manchester City foi visto pelas ruas de Manchester distribuindo dinheiro. E vestido de Papai Noel, mas com roupa azul, para não fazer referência ao rival United. Infelizmente, não há fotos para confirmar a especulação.


5. Entre polêmicas e atitudes generosas, Mario Balotelli segue virando notícia na Inglaterra. Dessa vez, o motivo é o gatinho que o atacante "adotou" no centro de treinamentos no Manchester City. Wimblydon, como é chamado o animal, é um visitante regular do local há mais de dez anos, e o atacante italiano, apaixonado por animais, checa diariamente como ele está. Ele chegou a pensar em levar o gato para a sua casa, mas acabou não o fazendo (ainda) pelo fato de ter comprado dois cachorros da raça chow chow antes do Natal, além de ter também um labrador em sua casa na Itália.


6. Ainda na época jogador da Internazionale, Balotelli vestiu a camisa do maior rival Milan em um programa de televisão italiano. Já em Manchester, certa vez deixou partida contra o Dínamo de Kiev, pela Liga Europa, por suposta alergia a grama.


7. Recentemente, Balotelli teria pago £1,000 em bebidas para estranhos em um bar e depois ido à igreja orar.


8. O italiano Mario Balotelli e o alemão Jerome Boateng trocaram agressões no treinamento desta sexta-feira no Manchester City. De acordo com o diário inglês "The Guardian", o atacante se irritou com uma provocação feita pelo defensor e foi tirar satisfação com o companheiro de time. Em sua última briga durante os treinos do City, arranjou confusão com o capitão Kompany. Ano passado, aliás, atirou dardos em um jogador das categorias de base do Manchester City. 


9. "Bem, só há um jogador ligeiramente mais forte que eu: Messi. Todos os outros estão atrás de mim." - disse Balotelli.


10. Uma das mais famosas imagens de Balotelli é do clássico de Manchester. Após abrir o placar do jogo, levantou a camisa com os dizeres "Why Always Me", referindo-se ao fato de se sentir perseguido pela mídia.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Paolo Maldini, uma lenda rossoneri


Garoto torcedor da Juventus.
Lateral esquerdo, zagueiro e líbero milanista.
Sucessor da faixa de Franco Baresi.
902 partidas oficiais disputadas com o Milan.
Estreia em 20 de janeiro de 1985, na partida contra a Udinese,
Despedida em 31 de maio de 2009, na partida contra a Fiorentina.
26 troféus conquistados em vinte e cinco anos de carreira.
33 gols pelo Milan.
Na Azzurra, 126 jogos e 7 gols. Quatro mundiais (1990, 1994, 1998 e 2002).


Títulos:
Campeonato Italiano: 1988, 1992, 1993, 1994, 1996, 1999, 2004
Supercopa Italiana: 1988, 1992, 1993, 1994, 2004
Liga dos Campeões da UEFA: 1989, 1990, 1994, 2003, 2007
Supercopa Europeia: 1989, 1990, 1994, 2003, 2007
Trofeo Luigi Berlusconi: 1992, 1993, 1994, 1996, 1997, 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009
Mundial Interclubes: 1989, 1990
Copa da Itália: 2003
Mundial de Clubes da FIFA: 2007

Prêmios individuais:
Prêmio Bravo: 1989
Seleção da Copa do Mundo: 1994
Jogador do Ano pela World Soccer: 1994
Seleção da Eurocopa: 1996, 2000
Seleção da UEFA: 2003, 2005
Melhor Jogador do Mundial Interclubes: 2003
Oscar del Calcio: 2004
FIFA 100
FIFPro World XI: 2005
Prêmio Orfey d'oro: 2007
Melhor Defensor da UEFA: 2007



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

É nata una stella

Lembram que retrataríamos alguns jogadores aqui segundo a classificação que vemos em “The Godfather”? Então, se a Juventus, da Itália, representasse uma máfia, Alessandro Del Piero seria, sem dúvidas, o mítico personagem de Marlon Brando.


Mas o Godfather está de saída. A diretoria da Vecchia Signora divulgou que não pretende renovar com o velho camisa 10, que no auge de seus 37 anos não atua como há uma década, mas mantém sua precisão nas cobranças de falta e bolas parada. O camisa 10 já tem mais de 600 jogos pela Juve, além de quase 300 gols.

Ale, como é conhecido pelos bianconeros, cedeu uma longa entrevista ao Diário El Pais, da Espanha. Separamos as principais respostas do craque (em espanhol) abaixo, com passagens francas e muito legais de se ler.



P. ¿Sus primeras botas?
R. Unas Adidas de Littbarski que me regalaron por mi cumpleaños. Las acunaba del cariño que las tenía.

P. Hoy le he visto tirarse al suelo para recuperar la pelota. ¿Cómo lo hace para divertirse con 37 años?
R. Porque no me siento un tío de 37 años. Todavía me dejo llevar por la pasión de esa cosa redonda llamada pelota. Hay momentos en los que hay que saber hacer de todo, incluso tirarse al suelo para recuperar un balón o correr por correr. Es bonito así y yo estoy superfeliz de llevar todo esto dentro. Cuando se muera, ya no tendré nada.

P. ¿Qué le ha dado el fútbol?
R. Todo lo que he ido acunando de forma maniática todas las noches cuando iba a dormirme. Me ha hecho cumplir mi sueño.

P. ¿Cómo se ve el fútbol desde el banquillo?
R. Mal. La mayoría de los banquillos están helados, casi como los campos. Uy, no..., mejor estar dentro, en serio.

P. ¿Le pesa?
R. Te preparas para jugar y quieres jugar. Si no puedes hacerlo, no eres feliz. Pero sé perfectamente qué es la gestión de un equipo.

P. ¿El gol por el que gritó más?
R. El de Alemania-Italia en el Mundial 2006. O el de Tokio 96.

P. ¿La emoción más grande es ganar un Mundial?
R. Sí. Yo lo gané con 32 años después de 14 como protagonista. Recoger ese fruto, sin tener el descaro que tienes cuando empiezas a jugar, te da más satisfacción.


P. ¿El defensa que le ha creado más problemas?
R. Cannavaro, Nesta y Thuram. Se me hacía aburrido jugar contra ellos por su capacidad para anticiparse.

P. ¿El estadio qué más le ha impresionado?
R. Llevo en el corazón, por la emoción y por lo que ha representado en mi carrera, el Bernabéu. La ovación que me dedicó el público [noviembre de 2007, cuando marcó dos goles] es comparable a ganar una copa. También Old Trafford, que durante años ha sido el emblema del fútbol, por no hablar de la atmósfera de Glasgow y Anfield. Tengo escalofríos solo de pensarlo.

P. Firmó en junio de 1993 con la Juve. ¿Cómo era la sede?
R. Bellísima. Estaba en Piazza Crimea, una plaza pequeñita de Turín, dentro de un palacete de 1800 que parecía un castillo. Era todo tan nuevo y tan grande para mí, que venía de un pueblo...

P. ¿Cuál ha sido el momento más duro y difícil?
R. Mi primer año en el Padua. Era pequeño y estaba lejos de mis padres. Me costaba mucho integrarme. Estaba en una casa donde solo había camas.

P. ¿Quién le ha marcado más entre Lippi, Capello, Trapattoni y Ancelotti?
R. Quizás, Lippi, porque me ha entrenado más que los demás y porque con él lo he ganado todo. He podido trabajar con él 360 grados.

P. Cuando llegó a la Juve, estaban Vialli, Ravanelli, Baggio... ¿Qué consejos le daban?
R. Yo me mantenía al margen. Vivía todo con los ojos de un chavalín. Lo que hacía era curiosear. Miraba. Si he aprendido tanto es porque me he pasado la vida mirando.

P. ¿Cómo eran Inzaghi, Vieri y Trezeguet?
R. Inzaghi marcaba incluso cuando no quería. Se giraba, le llegaba la pelota y... pa' dentro. Vieri era la potencia. Trezeguet tenía una forma maravillosa de chutar. Era altísimo. Le mirabas y ni siquiera parecía tener coordinación. En realidad, tenía un golpeo increíble.

P. Ha dicho Ibrahimovic que casi llega a las manos con Guardiola. ¿Qué tipo era aquí?
R. Aquí casi llega a las manos con otro.

P. ¿Con usted?
R. ¡Nooo! Yo le habría pegado. Zlatan, en el día a día, es tranquilo, pero es muy exigente y quiere sacar lo mejor de sí mismo y de los demás.

P. Heredó el número 10 de Baggio. ¿Es el mejor futbolista con el que ha jugado?
R. Sí. Junto a Zidane. Y Jugovic. Pero Zizou y Baggio, técnicamente, eran una delicia.


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

SSC Napoli

Nápoles é a terceira cidade mais populosa da Itália após Roma e Milão. Cidade ao sul da Itália, da região da Campânia, com aproximadamente 1 milhão de habitantes, estende-se por uma área de 117Km² e é conhecida mundialmente pela sua história e por ser a terra natal da pizza. Tem origem na antiga cidade grega de Neapolis até ser conquistada pelos romanos no século IV a.C. Após domínio do Império Bizantino e da Coroa de Aragão, no século XVIII passou a ser independente, sendo anexada ao reino da Sardenha em 1860 e ao da Itália em 1861 após a unificação. A histórica e emblemática cidade tem num de seus símbolos e paixão a Società Sportiva Calcio Napoli. Clube tradicional fundado em 1º de Agosto de 1926, não se tornou famoso no mundo por seus títulos e conquistas, mas por ter sido o clube em que jogou um dos maiores nomes da história do futebol – Diego
Maradona. Depois da saída do maior ídolo, no começo da década de 1990 após anos de glórias, o clube caiu em desgraça até chegar à falência. O renascimento até a chegada a Champions League seguem nas próximas linhas, guiadas pelo grito de 60.000 pessoas num San Paolo fervendo.


A chegada de Maradona mudou a vida do clube. Embora tradicional, a equipe napolitana era considerada pequena. Seus troféus resumiam-se a títulos nas divisões inferiores e a duas conquistas na Copa da Itália. Maradona, assim, foi logo amado como um ídolo deve ser. “Fiz o que me recomendaram. Falei "Buona sera, napolitani. Sono molto felice di essere con voi" e chutei a bola nas arquibancadas. Eles deliravam e eu não entendia nada”, em sua chegada ao estádio San Paolo. Após a adaptação e a chegada de Careca – melhor atacante brasileiro da década de 1980, além de coadjuvantes como Alemão e Ciro Ferrara, o clube firmou-se entre os principais da Itália: dois Campeonatos Italianos (86/87 e 89/90), uma Copa da Itália (86/87) e uma Supercopa da Itália (1990), além da Copa da UEFA de 1989/90. No entanto, o doping do gênio argentino acarretou sua expulsão do clube e deflagrou uma crise financeira plantada nas fundações de San Paolo.

As crises e o sobe e desce nas divisões italianas culminou com a falência da instituição em 2004. Graças ao aparecimento de um mecenas, o produtor cinematográfico Aurelio de Laurentiis, o time ressurgiu, agora com um outro nome, Napoli Soccer, devido a problemas legais. De Laurentiis não queria deixar a cidade de Nápoles sem um time de futebol. Sem seu time de futebol. Apesar dos problemas nas divisões menores, o clube permaneceu como um dos mais populares da Itália e quebrou o recorde de público da Série C/1, levando 51 mil torcedores a uma partida. Apenas em maio de 2006, o nome do clube voltou a ser Società Sportiva Calcio Napoli. E em 2007, chega a acesso para a 1ª divisão do Calcio.


Após tanto drama, o Napoli pela primeira vez disputa a UEFA Champions League (nesse formato). Por falta de sorte, caiu no grupo como azarão ao lado do gigante Bayern de Munique e do emergente Manchester City. Os comandados de Walter Mazzarri têm a árdua missão de tentar a classificação para a próxima fase. No entanto, independente de eventual conquista, já fez belo papel no duelo contra os citizens num San Paolo abarrotado e apaixonado. Cavani fez os dois gols de uma vitória épica. O City tentou com poderio máximo avançar sobre as trincheiras napolitanas, cujos jogadores defenderam durante os 90 minutos com muita garra. Motivados por um estádio que não deixou de gritar um minuto, foi a vitória de um espírito encarnado por uma equipe que tenta resgatar e revigorar as histórias vencedoras de quase três décadas atrás.


Por fim, não há como deixar de comentar sobre o trio principal do time, alguns coadjuvantes e seu comandante. No Napoli desde 2009, Mazzarri é responsável pela formação deste elenco e tem grandes méritos por ousar com um esquema (hoje inusitado na Europa) com três zagueiros. Paolo Cannavaro, irmão menos famoso do capitão da Azzura no título de 2006, comanda a defesa ao lado do experiente e arrojado goleiro De Sanctis. O grande destaque, entretanto, é do trio Lavezzi – Hamsik – Cavani. O “El Pocho”, o primeiro, é argentino e indicado pelo próprio Maradona como seu sucessor; Marek Hamsik é eslovaco e desde 2007 carrega a camisa 17 do clube, sendo o principal responsável pela armação das jogadas; fechando o trio, o uruguaio Edinson Cavani, principal artilheiro da equipe e símbolo dos jogos decisivos.


Portal Oficial -  SSC Napoli

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Il Profeta

Profeta (do grego: πρoφήτης, prophétes) pode significar a pessoa que é capaz de predizer acontecimentos futuros ou, segundo prega-se em muitas religiões, os profetas foram homens escolhidos por Deus para serem canais da manifestação de sua vontade ao povo israelita. O livro do Antigo Testamento, revela antes de serem comumente chamados profetas, tais pessoas eram chamados de videntes. (I Samuel 9:9) É um nome sugestivo que descrevia as pessoas a quem Deus revelava os acontecimentos futuros, por meios de sonhos, visões ou aparições de anjos. Eram escolhidos por Deus e tinham enorme autoridade religiosa e influência. Normalmente, eles eram tidos como conselheiros e instrutores da Lei de Deus.

Ainda em São Paulo, um jogador, ambidestro e dono de chute muito potente, aparece com um apelido sugestivo: "o profeta". Em 2007, ele recebe a oportunidade de substituir Josué no meio-campo são paulino. Bem, é desnecessário muito texto pra dizer que o garoto pernambucano se tornou um dos melhores jogadores do país. Em janeiro de 2009, Hernanes foi considerado o jogador mais promissor do mundo pelo jornal inglês The Times. 


Após mais de 200 partidas pelo SPFC, desembarca em Roma na Società Sportiva Lazio, onde logo é comparado ao brasileiro Paulo Roberto Falcão. Na sua primeira temporada, Hernanes já foi o destaque da Lazio, em que a equipe, quinta colocada do Campeonato Italiano, conseguiu uma vaga para a Liga Europa, após temporadas lutando contra os últimos colocados. Com 11 gols marcados, foi o artilheiro da equipe no Calcio; a marca faz com que o jogador se iguale a Pavel Nedved como o meio-campista do clube com maior número de gols em uma única edição da competição, fato histórico, haja visto o tcheco ser um dos maiores jogadores da história do clube. Agora Hernanes leva a camisa 8 com a responsabilidade de ser o grande jogador do time (também após a saída de Zárate) tanto na Liga Europa quanto em uma nova temporada de Calcio.


*A primeira foto é do profeta Ezequiel, cujo nome Hernanes deu ao seu primeiro filho.*

La Città eterna: Colosseum, gladiatori, Totti

Roma, cidade eterna. A Roma Antiga encanta e é presente no dia-a-dia contemporâneo, seja na arquitetura da cidade, nos livros de história ou no não menos importante Direito Romano. A Roma do Coliseu, dos gladiadores. Mais do que uma cidade que vive do passado, Roma vive plenamente. A Roma do Estádio Olímpico, de um gladiador especial. E não é Maximus Decimus Meridius, comandante dos exércitos do norte, como no filme Gladiador.
O Coliseu é conhecido como o maior símbolo da cidade de Roma, e um dos melhores exemplos da engenharia e da arquitetura romana.  O gladiador era um lutador escravo treinado na Roma Antiga, que incide na era contemporânea como os grandes heróis romanos. Francesco Totti, Il Capitano, é o atual camisa dez da AS Roma, ídolo eterno do clube e da cidade e luta pra permanecer com tal status na atual década. Desses assuntos que o Bola pro Mato abordará nas próximas linhas.
O nome Gladiador provém da espada curta usada por este lutador, o gladius. Eles se enfrentavam para entreter o público, e o duelo só terminava quando um deles morria, ficava desarmado ou ferido sem poder combater. Entretanto alguns estudos relatam que nem sempre o objetivo era a morte de um dos gladiadores, haja vista, que isso geraria ônus para o estado romano. Argumenta-se que o principal objetivo era o entretenimento da platéia, fazendo parte da política do panis et circencisAs primeiras lutas conhecidas aconteceram em Roma em 286 a.C., no começo da Primeira Guerra Púnica, porém o esporte teve início com os Etruscos. As lutas foram banidas no reinado de Constantino I, no ano 325, com o advento do Cristianismo; mas embora tenham decaído, os espetáculos de gladiadores sobreviveram por mais de um século após a proibição. Durante cerca de sete séculos, as lutas dos gladiadores, entre si ou contra animais ferozes, o que era menos valorizado e prestigioso para os lutadores, foram os espetáculos preferidos dos romanos.  O mais impressionante eram as formas de execução dos gladiadores derrotados. Aquele que tivesse ferimentos leves, esperava de joelhos pelo julgamento da platéia. Caso a decisão fosse pela execução, ele era morto com um golpe de espada na jugular. Se estivesse muito debilitado, era mantido de quatro na areia e recebia o golpe nas costas, na altura do ombro. A lâmina penetrava entre os ossos e chegava diretamente ao coração. O Coliseu, era o principal palco dessas lutas, em Roma, e suas ruínas ainda se constituem numa atração turística da cidade.
O Coliseu de Roma ou Anfiteatro Flaviano tem sua alcunha da expressão latina Colosseum, devido à estátua colossal de Nero, que ficava perto a edificação. Localizado no centro de Roma, destaca-se pelo seu volume e relevo arquitetônico. Com quase 50 metros de altura, originalmente apresentava capacidade próxima a 50 000 pessoas. Demorou entre 8 a 10 anos para ser construído. Cobria uma área elipsóide com 188 x 156 metros, três andares, que mais tarde com o reinado de Severus Alexander e Gordianus III foi ampliado com um quarto andar, sendo capaz de suportar de 70 a 90 mil espectadores. Foi construído em mármore, pedra travertina, ladrilho e tufo (pedra calcária com grandes poros). A fachada compõe-se de arcadas decoradas com colunas dóricas, jônicas e corintias, de acordo com o pavimento em que se encontravam. Esta subdivisão deve-se ao fato de ser uma construção essencialmente vertical, criando assim uma diversificação do espaço. Os assentos são em mármore e a arquibancada dividia-se em três partes, correspondentes às diferentes classes sociais: o podium, para as classes altas; as maeniana, setor destinado à classe média; e os portici, ou pórticos, construídos em madeira, para a plebe e as mulheres. A tribuna imperial ou pulvinar encontrava-se situada no podium e era balizada pelos assentos reservados aos senadores e magistrados. O Coliseu foi utilizado durante aproximadamente 500 anos, tendo sido o último registro efetuado no século VI da nossa era, bastante depois da queda de Roma em 476. O edifício deixou de ser usado para entretenimento no começo da era medieval, mas foi mais tarde usado como habitação, oficina, forte, pedreira, sede de ordens religiosas e templo cristão.

*Com a sua imensa bagagem cultural, Roma é um dos grandes pólos de atração turística internacional. Mas não somente do passado vive a Cidade Eterna. É ainda um grande centro de referência que se estende da moda à culinária. Assim, não somente pelo fato de ter constituído um grande império se orgulha o romano, assim como não somente para se embevecer com a Roma Antiga vão os turistas, mas também pela intensa programação de eventos, como o Festival de Jazz de Roma e o Festival de Literatura.*


Roma, Itália, 27 de setembro de 1976. Meia. Só vestiu duas camisas ao longo de sua carreira: a da seleção da Itália e da Roma, clube em que começou a jogar profissionalmente em 1992. Mas em 1989, aos treze anos, que Francesco Totti colocou os pés no clube pela primeira vez. São 22 anos de clube. Amado mais que qualquer outro pelo torcedor romanista: Il Capitano, Bambino d´Oro e The Gladiator. Odiado mais que qualquer outro pelo torcedor ultra. Líder da Squadra romanista que venceu o Calcio de 2001. Apesar de gerado e criado numa atmosfera imperial, das ruínas do Coliseo à Fontana di Trevi, por ruas e becos povoados de fantasmas de Césares, gladiadores e filósofos, o clima do time romanista nunca foi épico. Desde os tempos de Amadei, goleador do scudetto 41/42 até aos lances geniais de Totti, capitão da epopeia 2000/2001, sentia-se falta de heróis. Heróis que atingiram dimensões míticas para os adeptos gialorossi. Os tifossi adotaram Totti. Passes refinados, finalização precisa, garra insuperável. Ele é o homem-símbolo da Roma que ambiciona continuar a cavalgar imperialmente nos próximos anos do Calcio. Ave Totti!




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Bola na Bota: il Calcio


O atual dono do Scudetto se reforçou para a temporada e é favorito ao bi em 2011/2012 do Calcio. Depois de títulos seguidos da rival Internazionale e de ídolos como Maldini, Kaká e Shevchenko deixarem os rossoneros, hoje a equipe é liderada por Seedorf, antigo na praça. Thiago Silva e Ibrahimovic. E nunca esqueçam de Pippo Inzaghi no banco. Um elenco de apoio forte com Pato, Robinho, Boateng, entre outros. Enfim, o elenco completo aqui. Time provável com: Abbiati, Abate, Nesta, Thiago Silva e Emanuelson; Gattuso, Van Bommel e Boateng; Robinho (Seedorf), Pato e Ibra.



Depois de cinco Scudettos consecutivos, a Inter deixou escapar a sexta conquista após um ano turbulento. Nesta temporada, o panorama não é tão animador. Depois da saída de Mourinho, este ano a Inter perde Samuel Eto'o. O craque único da equipe é Sneijder e as apostas serão no setor defensivo. Elenco completo aqui. Time base: Júlio César, Maicon, Lúcio, Ranocchia e Nagatomo; Cambiasso, Zanetti, Motta e Sneijder; Pazzini e Forlán (Milito).




Il Capitano está no lugar do símbolo romanista. Ao mesmo tempo uma homenagem ao italiano e um protesto ao desprezo dado por diretores ao eterno ídolo da cidade eterna. De qualquer modo, a Roma é o novo-rico do Calcio e reforçou a equipe. Promete lutar por voos mais altos nesta temporada. E apesar de tudo, Totti é a esperança por liderar essa equipe. Mais informações aqui. Time provável : Stekelenburg, Cassetti, Burdisso, Juan e Angel; Gago, De Rossi, Pjanic e Francesco Totti; Osvaldo e Bojan.



La Vecchia Signora está gagá. É brincadeira, mas também representa o momento pelo qual passa o time de Turim. No entanto, após rebaixamento e perdas de títulos, a Juve pode iniciar uma nova era em sua história. Casa nova, vida nova e o novo estádio da equipe é o ânimo para voltar a brigar por postos melhores. Del Piero ainda é o ícone da equipe. Mais informações aqui. Time provável: Buffon, Lichtsteiner, Chiellini, Bonucci e De Ciegle; Pirlo, Vidal, Marchisio e Krasic; Del Piero (Elia) e Matri.



O Napoli renasceu em 2010/2011, inspirou o primeiro texto na época de blig e cavou o espaço entre os principais times italianos da atualidade. Com o trio Hamsik, Cavani e Lavezzi pode dar trabalho aos grandes favoritos. Informações do clube e elenco aqui. Time base: De Sanctis, Maggio, Cannavaro, Campagnaro e Dossena; Dzemaili, Zuniga e Inler; Hamsik, Lavezzi e Cavani.



A Lazio vem campanha surpreendente na última temporada graças ao maestro/profeta Hernanes. No entanto, perdeu alguns jogadores-chave, como Zárate e Muslera e lutará por uma campanha decente - lutar por Champions League. O elenco completo aqui. Time provável: Marchetti; Konko, André Dias, Biava e Radu; Brocchi, Matuzalem, Mauri e Hernanes; Cissé, Klose.



Sensação do último Calcio, perdeu o craque do elenco, Alexis Sanchez. Mais fraca, a Udinese já foi eliminada da UCL preliminar e brigará por nova classificação ao torneio em 2011/2012. Manteve, por outro lado,o artilheiríssimo Di Natale. Todos os jogadores aqui. Time base: Handanovic, Ekstrand (Basta), Danilo, Benatia e Domizzi; Isla, Asamoah, Pinzi e Armero; Floro Flores e Antonio Di Natale.