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segunda-feira, 23 de maio de 2022

O caótico Arsenal de 2021/2022

É até complicado ter uma opinião formada sobre essa temporada, 2021/2022; altos e baixos, ilusões, frustrações, sonho com Champions e fim na Europa League.

Se nos perguntassem, após as três primeiras rodadas da Premier League, a expectativa era de - no máximo - manutenção do oitavo lugar. Reforços questionáveis, três derrotas dolorosas, projeto praticamente fracassado.

Ao longo da perna inicial da temporada, entretando, foi nascendo uma ilusão. Ramsdale se provou ótimo goleiro, a defesa acertou com Tomi/White/Magalhães/Tierney, Odegaard assumiu o protagonismo das ações, Saka pouco se abalou pelo resultado da Eurocopa e ESR e Martinelli foram de promessas a realidades, assumindo papéis relevantes na equipe.

No entanto, veio a questão Aubameyang - o desgaste do capitão do time, junto ao técnico Arteta, se alongou por meses e culminou na entrega, em bandeja de ouro, do gabonês ao Barcelona. 

Sem seu líder técnico e capitão - por mais que pouco exercesse a função, o ataque ficou carente de uma peça decisiva. Ao longo dos cinco meses seguintes, viu-se um revezamento entre Lacazette e Nketiah que, entre brilhos aqui e ali, não trouxe o poder de fogo que historicamente vemos no ataque gooner (Henry, Van Persie, etc).

Contratações tampouco foram feitas, preservando o dinheiro para o verão seguinte e confiando que o elenco, com apenas dezessete partidas pela frente, após o fechamento da janela, aguentaria o tranco.

Entretanto, sabidamente o elenco era mais curto do que parecia. 

Pepe nunca se tornou uma opção confiável, Lokonga sentiu o peso da liga em seu primeiro ano, assim como Nuno Tavares.

Tierney lesionou-se, assim como Partey. Peças que recorrentemente estão no DM e sem backup adequado. Ainda mais depois da lesão de Tomiyasu, o time se viu sem três titulares fundamentais para a caminhada rumo à Champions League.

Após cinco temporadas, parecia que daria certo. Aos trancos e barrancos, com Cedric, Nuno, Elneny e Nketiah, o time se manteve firme no quarto lugar. Perdeu para os dois contendores ao título, mas bateu West Ham e Chelsea fora de casa e triturou o United dentro de nossos domínios.

Entretanto, cedeu ao Tottenham, no jogo mais esperado da temporada. Nervosa, a equipe teve uma atuação ainda apática e o 3x0 ficou barato. Mesmo assim, dependia das próprias pernas...

E foi contra o Newcastle que o ano acabou; o time conseguiu uma atuação mais vergonhosa ainda que da semana anterior e foi amassado pelo novo rico da Premier League.

Todo mundo se iludiu - Arteta, elenco, torcida. 

Não terminamos num famigerado oitavo lugar, mas tampouco chegamos aonde tínhamos total condição de ter chegado. Acabamos voltando à Europa, mas no segundo escalão.

Talvez o escalão em que estamos hoje mesmo.

Edu e Arteta erraram muito ao longo do ano; diga-se de passagem que parece sim que há um projeto, uma reformulação, um caminho.

Todavia, a paciência está no limite. O Arsenal é grande, top three da Inglaterra historicamente, ao passo que é visto encolhendo e sendo julgado por muitos até fora de um top six.

Arteta recebeu a renovação e tem carta branca para continuar o projeto e construir um novo legado, inexistente desde o fim da Era Wenger.

Este verão é decisivo para saber o patamar de reforços que este projeto conseguirá alcançar. Há dinheiro, há discurso, mas há realidade em 2022/2023?

Fala-se em Gabriel Jesus, Tielemans, Hickey. Ainda temos Saliba, melhor zagueiro da Ligue 1, podendo retornar de empréstimo e se tornar peça-chave.

Arteta tem mais uma temporada para recolocar o Arsenal na UEFA Champions League ou acredito que teremos um novo rebuild pela frente em 2023/2024.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Arsenal e um espaço para neologismos: a botafogonização

Há décadas o Arsenal não bate tantos recordes negativos. Piores posições, piores inícios, piores sequências sem vitórias, fora de competições internacionais de quaisquer níveis. 

O "Efeito Emirates", que secou as fontes do clube por um tempo, prolonga-se e ainda é desculpa para fracassos - mesmo sendo o clube que mais gasta numa janela de transferências na Premier League, como foi neste verão.

A dupla Edu e Arteta, doravante designada apenas patetas, que manda no futebol, não tem a confiança da torcida e parece que nem respaldo do próprio vestiário. O conto de construir uma cultura vem deixando a torcida impaciente, não sabendo nem qual cultura é essa.

Os atletas não se desenvolvem, nem dentro da cultura nem esportivamente.

O novo vestiário foi recheado com novas peças, todas muito jovens e apenas duas com potencial para titularidade imediata.

Os veteranos, por outro lado, mantém mais uma temporada de expressões derrotadas e, mais, conformadas com a derrota.

William sai do clube e o projeto é detonado por Kia Joorabchian, cumpadre de Edu e famoso por operações nebulosas no mundo do futebol.

Fechamos o dia 31/08, último de janela, mais preocupados em desovar atletas do que em trazer caras bons.

Mais parece uma série de equívocos atrás de equívocos.

Incompetência total.

O Arsenal gastou mais em White que o Manchester em Varane. No geral, gastou-se mais em White, Odegaard, Nuno, Tomiyasu e Ramsdale juntos que o United para contar com o zagueiro campeão do mundo pela França, Jadon Sancho e Cristiano Ronaldo. Parece surreal não? Ainda mais ao pensarmos que isso não reforça necessariamente o time titular, que disputa competições hoje.

É, na verdade, de se esperar: o clube não é atrativo para jogadores de calibre mundial. Jovens podem ver o clube como uma ponte a "clubes maiores" entretanto, caras consagrados não querem ir para um time que fede a fracasso.

No gol, Leno deu muitos sinais de insatisfação e parecia querer deixar o clube; sem propostas, permaneceu. Entretanto, o clube trouxe Ramsdale para ser sua sombra - jovem talentoso, mas que significa um atleta de £30MM para jogar as copas nacionais. Lembrando que, um ano antes, perdemos o argentino Emi Martínez por muito menos e, questionavelmente, melhor que os dois citados acima. Ainda nos livramos, nesta janela, de Runnarson, uma aposta completamente furada dos patetas, que foi atuar no segundo escalão da liga belga.

Na lateral-direita, o verdadeiro circo. Terminamos e começamos temporadas com Calum Chambers na posição, um fraco jogador inglês contratado à época de Arsene Wenger - quando este já estava na sua fase delirante. Cedric não tem confiança em si, Bellerín pediu para sair (e foi para o Real Betis, por empréstimo no último dia de janela) e Niles resolveu ser lateral esse ano e avisar todo mundo pelo Instagram; além disso, o canhoto Nuno Tavares foi improvisado aqui na primeira rodada. A posição é um resumo da péssima gestão de elenco dos patetas; no último dia, ainda, chegou o japonês Tomiyasu, oriundo do Bologna, que em tese brigará fortemente pela titularidade numa tentativa desesperada.

Na lateral-esquerda, Tierney é dono absoluto da posição; seu problema se resume às frequentes lesões. Se estiver saudável, inquestionável; porém isso é pouco provável. Como backup vamos de Nuno Tavares, jovem demais e ainda se adaptando à velocidade da liga; e Kolasinac, que já provou muitas vezes ser incapaz de jogar neste nível de competição - e mesmo assim foi titular contra o City na goleada de 5x0 (improvisado como zagueiro).

Na zaga, Ben White promete tomar conta e dar segurança ao setor, mesmo com toda sua juventude - carrega o fardo dos mais de £50 pagos para sua chegada; ao seu lado deve jogar Gabriel Magalhães, que teve ótimo início na última temporada e acabou sofrendo na reta final com lesões. Sem David Luiz no elenco, as opções para rodízio são Holding e Pablo Marí como centrais de ofício, que já tiveram boas atuações mas oscilam demais dentro de um próprio jogo. No mais, veremos provavelmente vários improvisos de Mikel na posição, especialmente nas copas. Poderíamos contar ainda com Mavropanos e Saliba, mas Arteta não gosta de ambos e, apesar de voarem baixo em ligas europeias, são rotulados como inexperientes e despreparados para vestir a camisa vermelha.

Como volantes, contamos que Partey vai deixar as lesões de lado e se tornar um mínimo de "Patrick Vieira" - o ganês promete muito, teve boas atuações, mas no geral não foi sombra daquele volante que contávamos que ele seria. Ao seu lado deve jogar Xhaka, questionadíssimo mas de contrato renovado - com um polpudo aumento e expulso logo na terceira partida com vermelho direto, ele engana todo mundo com uma liderança instável e pouco resultado à velocidade das partidas, que o deixa atordoado. Lokonga chegou para ser reserva imediato e Elneny compõe o corpo de volantes do elenco. Problema: na CAN, Partey e Elneny deixarão o clube e teremos apenas dois jogadores disponíveis para a fase mais aguda do ano; Torreira e Azeez foram dispensados por birra dos patetas e a promessa de profundidade do elenco não existe - fragilidade que pode custar caro ao clube na tábua de classificação.

No meio-campo de criação, dependeremos muito de ERS, novo 10, e de Odegaard, que jamais se firmou no Real Madrid. Um mais garoto e outro já um pouco mais consolidado, mas duas promessas irregulares e às vezes até apáticas. Ambos têm muita bola pra mostrar, mas precisam estar num sistema de execução organizado - o que não há.

Pelo lado do campo, poucas opções. Pepe às vezes encontra seu futebol, porém quando começa a ter sequência, seu futebol cai e logo é jogado para o banco de reservas - vivendo num loop eterno desse modo; é bom jogador, custou mais do que deveria, e precisamos rezar por seus lampejos. Saka é o grande "hype" do elenco, tem personalidade e talento, e deve ser o dono de uma das posições. William se foi para o Corinthians, desencantado com o péssimo trabalho gunner. Sem Nelson, acabaremos forçando a barra com PEA e Martinelli eventualmente, mesmo perdendo o talento destes dois atletas perto do gol.

Na posição de camisa 9, dilemas. Lacazette (que ostenta tal número nas costas) não teve propostas para sair, vira e mexe está chateado, e deve fazer seus 12 gols no ano sem garantir a posição de titular. Eventualmente, Aubameyang jogará na sua função principal, na esperança que retome temporadas de +20 gols no ano, o que é improvável. No mais, Nketiah não foi vendido e deve eventualmente jogar, apesar de entrar mal nos jogos... Balogun deve ter oportunidades escassas - diferente do prometido no ano passado... e Martinelli fará parte do rodízio, mesmo que fisicamente se sacrifique demais jogando aqui: o brasileiro não achou sua melhor posição e parece que Arteta não o está ajudando muito a se desenvolver.

Como podem notar, um elenco mal montado. Opções improvisadas a todo momento, atletas que não se desenvolvem. Um esquema tático que deixa espaços gigantes entre as linhas, isola jogadores sem opções de passe. Um horror, um verdadeiro horror.

Hoje, comparamo-nos com Everton, West Ham, Leeds e Aston Villa. Somos um time de meio de tabela, que briga por Europa League. Somos compradores de mercados secundários ou temos de pagar sobre preço a clubes de uma prateleira mais alta.

A competitividade é baixa, o investimento é alto e o futuro, o futuro nunca chega.

Provavelmente terminaremos, se continuarmos com os patetas, entre 6° e 8° na temporada, sendo otimistas. 

Mais um ano fora de competições internacionais vai trazer dificuldades financeiras ao clube, que já é escanteado pelos donos americanos, que têm foco em outras modalidades.

E, assim, vamos ter um ano seguinte de menor investimento; eventuais talentos, como Saka, vão optar por se mudar para clubes mais estruturados para disputar a UCL - como Grealish fez neste verão, ao deixar o querido Villa pelo City: o amor deixará de falar mais alto pela própria carreira.

Consequentemtente, estamos eternizando a mediocridade e nos tornando um gigante adormecido: o Botafogo da Inglaterra. 

Como se Nilton Santos fosse Bergkamp e Garrincha, Henry, seremos aqueles saudosistas dos Invencibles e daquele ano que tivemos o maior time do mundo. E fim.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Rolou no finde

Juventus - o elenco que representou o clube na Copinha fez um segundo tempo épico na Rua Javari, mas com interferências da arbitragem parou no 3 a 3 com o Figueirense e foi eliminado. Se 3 ou 4 garotos mantiverem o espírito destes 45 minutos, teremos bons nomes para o profissional. Orinho e Ataíde se destacaram, sobretudo. A se confirmar.

Ataíde (Foto: Ale Vianna - CAJ)

NFL - Patriots, Seahawks e Packers fizeram valer o mando e avançam às finais de conferência. O Colts bateu Denver, fora de casa, e é a zebra da rodada. Luck novamente com personalidade e liderança - no entanto, tem de diminuir os turnovers, que contra New England, em Foxborough são imperdoáveis. Destaque da rodada para ARod, novamente genial - com certeza no nível dos maiores QBs da história.

#12 Aaron Rodgers (NFL) 

Roma - A única selfie válida no mundo. Valeria até pau de selfie. Il Capitano segue fazendo história.

Divulgação: Forza Italian Football
Arsenal - grande vitória sobre o Stoke. Vale aqui falar de três caras. Primeiro, Rosicky - que honra é assistir este tcheco jogar; uma pena tantas lesões na carreira, mas quando pode, Rozz desfila em campo. Em segundo, Koscielny - um dos 3 melhores zagueiros da Europa; veloz, bem por baixo e por cima, antecipa; fantástico. Em terceiro, Alexis - ainda falta feijão, mas estará na galeria de Marcelo Salas, certamente; faz de tudo, corre, dribla, marca, chuta, assistências, gols, etc, etc, etc. Vitória que deixa os mitos felizes, como pode se ver no Emirates e na foto abaixo.

Divulgação: ESPN

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Título da postagem

90 anos e incertezas...

Crise, projeto, modernidade. No ano em que completa 90 anos, o Juventus enfrenta seus fantasmas e incorpora (ou não) as palavras da moda ao seu dia-a-dia, como as 3 apresentadas no início do parágrafo. Politicamente, o caos. Dentro de campo, uma incógnita - com algumas suspeitas de que 2014 vai ser bastante complicado. Se no profissional a coisa se projeta ruim, na base o cenário é de terra arrasada: Celinho tem em suas mãos há 3 anos um time que  involui ao longo do tempo, com as mesmas figurinhas cativas e carimbadas - as mais patéticas e/ou desprezíveis com nomes de craques históricos (El Verdugo não merecia isso...). Desprezíveis porque nada me convence que a criança tirou o pezinho vendido na última partida da Copa Paulista.

Cenários que leva o futebol viver algum tipo de psicopatologia que não o permite ser o que de fato é: Travesso.

Por tal doença se caracterizam também seus torcedores: mais loucos do que nunca. (O que fomos fazer em Guarulhos?)

Os Juventinos voltaram

O esperado documentário saiu. Feito pela Gato Negro Produções, conta a história do... ah, assiste!


Arsenal

Há anos o time não demonstrava maturidade para terminar o ano na liderança da Premier League. O contato no mês de dezembro com Pires, Henry e Gilberto Silva participando nos treinos fez bem ao elenco. Elenco ainda curto porém. A maratona até as fase de oitavas da Champions mostrará o fôlego do time e até onde as pernas aguentarão - espero que até o fim de maio. #COYG

NFL

WildCard passado. Grandes jogos. Colts foi nada mais que épico; 49ers e Saints conquistaram a vaga nos últimos segundos; Charges passou sem emoções, em jornada ridícula dos Bengals. Palpites pro próximo round (division)?

Colts x Patriots - [Luck(y) x Skill] - Patriots
Charges x Broncos - Broncos
Saints x Seahawks - Seahawks
49ers x Panthers - 49ers 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

In Arsène we trust

Conforme prometido, vamos falar de Arsenal...

No deadline day, Arsène Wenger gastou a grana que há muito se pedia e trouxe um world class para o meio-campo, Mesut Ozil. Arrisco que a melhor contratação do verão europeu.

Com o alemão, a projeção de um quarteto formado por Arteta - Jack - Santi - Ozil certamente eleva o patamar da equipe na Premier League. Também porque com a chegada do clássico soldado Mathieu Flamini, a cabeça de área tem reposição, bem como setores mais avançados com Rosicky e Ramsey, garoto que inicia brilhantemente a temporada.

Na defesa, sem contratações, Vermaelen, Koscielny e Per seguem como únicas opções. Sagna pode ser improvisado e não criará problemas - o problema é a brecha criada na lateral. Jenkinson ainda é frágil, mas pode crescer com confiança. Pela esquerda, Gibbs é titular, mas Nacho está a postos para aproveitar chances - bem como atuar mais a frente, fechando o flanco em jogos mais difíceis. No gol, Sczesny deve lutar contra sua irregularidade, agora com a chegada de Viviano, vindo do Palermo. Fabianski fialmente foi escanteado como imediato.

Já no ataque, Giroud permanece como referência. O grandão não é nenhum Henry, mas acredito que quebrará bem uns galhos - apesar de que perderá gol feitos também. Sanogo é muito novo e deve ser muito coadjuvante. Pelos lados, com Ox contundido, Walcott e Poldi seguem como os principais nomes. Ambos devem alternar campo e banco, pois oscilam muito (e também brigam com Giroud por uma boquinha dentro da área).


Tudo é melhor ao ver que os encostos de Squilacci, Chamack, Arshavin e Gervinho estão bem longe do Emirates agora.

Apesar do elenco curto e pouco profundo para a longa temporada, acredito, por fim, numa boa jornada e se tudo der certo um título em alguma copa. A Champions ainda é uma incógnita, pois o grupo é extremamente complicado. Mas com a chegada desses nomes e consolidação de um padrão, uma campanha decente é muito provável. Wenger se superou e retomou a confiança em seu trabalho.

Time-base: Sczesny; Sagna - Kos - Per - Gibbs; Arteta - Jack - Santi - Ozil; Walcott - Giroud.



#COYG


domingo, 8 de julho de 2012

Mais um capitão de sáida? A situação de RvP nos Gunners.

O comunicado que segue algumas linha abaixo estremeceu a relação entre Arsenal - Robin van Persie - torcida. Na vigência de seu último ano de contrato, Robin anunciou a decisão de não renovar com o clube em que joga desde 2004. Isso gera uma série de questionamentos não só à atitude do jogador como ao atual cenário de ambições do Arsenal  e é isso que trataremos a partir de agora.

De fato, o clube mostra nas últimas temporadas objetivos pequenos. Longe de grandes disputas e há 6 anos sem títulos, hoje se questiona - e muito - o estilo Wenger de gestão. A aposta em jovens vem se mostrando infrutífera à medida que os rivais apostam tanto quanto em jovens e vêm obtendo melhores retornos (o que dizer de Walcott perto de Modric, Juan Mata e Chicharito, por exemplo). Além disso, a própria falta de títulos provoca não só a resistência de bons jogadores para chegar ao time, como um êxodo dos grandes jogadores da equipe, vide os 4 últimos capitães: Vieira, Henry, Gallas; além do caso mais recente: Cesc Fàbregas. Robin pode ser o quinto da lista. E dependendo do seu destino, o mais cruel.

Fàbregas saiu para seu clube de infância, para retornar a sua casa e amigos. Isso amenizou a perda de um ídolo. O holandês, já, tem sondagens de Juventus e City. Uma saída para a Velha Senhora não seria tão dolorida - um país diferente, sem rivalidades; mas uma transferência para os citizens custaria sua idolatria no clube e o carinho da torcida - Robin passaria de um deus a um mercenário desprezível. Exatamente, radical assim. Admite-se uma proposta risível dos italianos de 8 milhões de libras a um eventual caminhão de dinheiro vindo de Manchester. Tudo pra manter Robin na galeria de ídolos.

E essa decisão só pode ser tomada por van Persie. Ele decidirá o seu futuro e o que ele pretende significar para aqueles que o amaram por 8 anos, que o tomaram, novamente, por deus. Pensar em títulos, alçar objetivos grandes e Champions League é absolutamente justo - principalmente porque não se encontra isso no Arsenal. A perspectiva depois de ver Nasri e Cesc ganharem títulos e ficar com os gunners mais um ano na fila é horrível para ele - como também deveria ser para o clube. Querer ratificar sua carreira, confirmar o status de atacante de primeira linha é procurado desesperadamente pelo holandês. Esse é o dilema.

Enfim, é difícil julgar Robin van Persie. É difícil vendo o destino de quem saiu e a estagnação do clube. Sabendo que os objetivos seguem pequenos e que os rivais estão cada vez maiores. Robin tem o direito de lutar por sua carreira - mesmo que isso signifique deixar o lugar que diz amar. E por que desconfiar que de fato ele não ame o clube? Às vezes deixar seguir livremente, sem laços, possa ser o maior sinal desse amor. Só saberemos o que o Arsenal significa para van Persie nas próximas semanas, quando seu futuro será decidido. Por enquanto, além do depoimento, apenas especulações. Neste tempo, também aproveitar o momento para refletir o fato de grandes jogadores preferirem sair porque querem vencer. O Arsenal é um gigante e deve voltar a se portar como tal, para que não se questione mais uma vez a "evertonização" vermelha e branca.



"Vim aqui atualizar os fãs sobre minha situação no clube. Me calei por todo esse tempo por respeito e lealdade ao clube e ao acordado entre o Sr. Gazidis, Sr. Wenger e eu, mas já que a mídia não para de falar sobre o assunto, acho que é justo falar a todos o que acontece de verdade. Como amplamente anunciado há alguns meses, eu me reuni com o Boss e o sr. Gazidis ao fim da temporada. Era uma reunião sobre a estratégia para o futuro do clube. A parte financeira do meu contrato não foi sequer discutida, já que essa não era minha prioridade. Eu tive, pessoalmente, uma temporada muito boa mas meu objetivo sempre foi ganhar títulos com o time e trazer o clube para dias de glória. Por causa do imenso respeito que possuo pelo Sr. Wenger, meus colegas e por vocês, não entrarei em pormenores mas, nessa reunião ficou claro para mim que há uma discordância entre como diretoria e eu vemos que o clube deve ser dirigido. Pensei por muito tempo e decidi não renovar meu contrato. Vocês, fãs, tem todo o direito do mundo de discordar e eu respeito isso. Amo esse clube e seus fãs, não importa o que aconteça. Cresci e me tornei um homem com o Arsenal FC. Todos no clube sempre me apoiaram ao longo desses anos e eu sempre fiz o possível e o impossível em campo e fora dele. Tenho muito orgulho de ter feito parte disso tudo nos últimos 8 anos. Assim que o Sr. Gazidis voltar de suas férias nos EUA, nos reuniremos e eu os atualizarei com novidades." 
Robin van Persie

terça-feira, 6 de março de 2012

E o Arsenal recupera sua honra e dignidade...

O Arsenal precisava de 4 gols para avançar às 4ªs da UCL. O 3 a 0 perante o Milan não foi suficiente para a classificação no Emirates. O milagre não veio, mas o resultado soma-se a vitórias nos dois últimos clássicos pela PL para devolver ao jovem time gunner a sua dignidade; e a sua torcida, mais um pouco da sua auto-estima. O jogo foi o oposto ao primeiro, com domínio italiano. O Arsenal gastou todas as suas energias na 1ª etapa, chegou ao 3 a 0 sob intensa pressão de Kos, Rosicky, Walcott, Ox Chamberlain, RvP & Cia., mas não teve pernas para chegar mais longe nos 45' restantes. Com muita raça, a nação gooner voltou a sentir orgulho de sua camisa, de seu brasão, que completaram 125 anos há alguns meses. Wenger, bem ou mal, fortaleceu-se no cargo e ganha ânimo para levar a equipe novamente à Champions 2012/2013. Sem tentar fazer exercícios de futorologia, espero que bons ventos venham apesar da eliminação e a alma do clube, que ficou para em Henry, Vieira e Bergkamp há alguns anos, tenha voltado definitivamente. #GoGunners


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Once a gooner always a gooner


Nem Orson Welles, Francis Ford Coppola ou Woody Allen escreveriam um roteiro tão mágico, incrível, indescritível. O retorno de Thierry Henry a camisa gunner e aos seus fãs apaixonados foi melhor que qualquer filme. A arte pode imitar a vida, mas nunca será tão imperfeita e surpreendente como ela é.

Aos 68 minutos, o francês, maior jogador da história do Arsenal, entrou para aos 79 marcar o 227º gol na sua brilhante trajetória gunner. A mesma categoria que deixou saudades na torcida por quase 5 anos. Não mais com a camisa 14 (12 agora). Tirando do goleiro, uma tacada de sinuca precisa, a vitória e a classificação.

Escrevo esse texto com mais de uma década torcendo para os gunners. Escrevo como quem idolatra Henry há tanto tempo quanto. Escrevo como quem chutava pro gol nas brincadeiras de sábado de manhã (ou na educação física) inspirado nesse mito.

Temos o prazer de acompanhar o surgimento de um legend, Robin van Persie. Agora teremos o prazer de ver o maior legend dessa história por dois meses: Thierry Henry.





domingo, 1 de janeiro de 2012

O retorno de King Henry XIV


Há algumas semanas, no evento de aniversário de 125 anos do Arsenal Football Club, entre várias lendas do clube estava Thierry Henry. Nada menos que o maior ídolo dessa história (eleito por voto aberto para fãs no site oficial) e artilheiro máximo com 226 gols; na ocasião foi inaugurada a estátua em sua homenagem, em frente ao Emirates Stadium.


Bom, meu caros, ele voltou! King Henry XIV está de volta a sua casa. Treinando há algum tempo junto com o elenco para manter a forma durante a pausa da MLS, onde defende o NY Red Bull, Henry foi chamado para preencher uma lacuna. A disputa da Copa Africana de Nações implicará a Arsene Wenger os desfalques de Gervinho (Costa do Marfim) e Chamack (Marrocos) e a necessidade de um atacante para compor o elenco foi a brecha que milhões de torcedores esperavam para vê-lo defender a camisa gunner novamente. O contrato será de apenas 2 (dois) meses; o francês deve manter o compromisso com os americanos na volta da competição.

Thierry está com 34 anos e, claro, não jogará no nível que o fez um dos melhores do mundo em 2003 e 2004. Por outro lado, sua categoria promete elevar o nível do time e esses meses deverão ser cruciais para o futuro do time na Premier League e na UCL. Na Barclays, o objetivo é deixar o clube o mais garantido possível entre os líderes e, na Champions, Henry deve ajudar na dura batalha contra o Milan, pelas oitavas da competição.

A maior expectativa será ver reeditada a dupla Henry / Robin van Persie. Ambos pouco atuaram junto, mas é a maior lenda da história ao lado de um candidato a imortal gunner. Das tribunas, no último sábado, já viu seu companheiro decidir mais uma vez para o Arsenal. A volta é arriscada, mas a confiança de Wenger é relevante. O manager só confiou em três retornos na sua carreira - Lehmann, Sol Campbell e Henry. Enfim, os próximos dois meses prometem para o time londrino e ainda mais para seus torcedores. Aguardemos para ver... #C'momYouGunners

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Arsenal: Henry, RvP e os 125 anos


10 de dezembro de 2011. Não era um sábado comum em Ashburton Grove. Antes do jogo entre Arsenal e Everton, haveria as comemorações dos 125 anos de Arsenal, fundado em 1886. Além disso, algumas lendas gunners seriam homenageadas. Em especial um legend, Thierry Henry. O francês imortalizou a camisa 14 do clube entre 1997 e 2006, com 369 partidas, 226 gols (maior da histórias) e 92 assistências. Em 2003 e 2004, eleito o segundo melhor jogador do mundo. Nada mais justo que a inauguração de uma estátua de bronze, à frente do Emirates, para celebrar o ídolo.



Não foi um sábado comum. No entanto, até que de certo ponto de vista - em campo - foi. Robin van Persie é o atual líder e ídolo gunner - claro, não a altura de Henry, maior jogador da história do clube. Mas van Persie é decisivo, letal. O holandês vem decidindo todos os jogos para a equipe na temporada, mesmo com a dificuldade de um elenco enfraquecido e ainda muito jovem. Com um chute de primeira, de canhota, no contra pé do goleiro, RvP decidiu o magro 1x0 diante do Everton e deixa o Arsenal continuar alimentando o sonho do título (ou, ao menos, de uma vaga na Champions). A foto abaixo descreve com perfeição o atual momento gunner.


125 anos - Arsenal Football Club

Camisa do jogo entre Arsenal e Everton
Equipe entra em campo saudada pelo velhos ídolos
Lehmann - Lauren - Lee Dixon - Ray Parlour
Ian Wright - Em 7 anos, 221 jogos e 128 gols 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Arsenal Football Club - 125 anos



A Fundação
O Arsenal Football Club foi criado a partir da ideia de um grupo de trabalhadores da Woolwich Arsenal Armament Factory em 1886, que, por diversão, decidiram montar um time de futebol. O Clube a princípio não veio a chamar Arsenal, e sim Dial Square. A primeira partida foi realizada contra o Eastern Wanderers no dia 11 de dezembro de 1886, e o time recém criado venceu por 6 x 0, para a alegria dos trabalhadores da fábrica de armas. Pouco tempo depois o time mudou de nome e passou a se chamar Royal Arsenal, e continuou jogando campeonatos e copas amadoras até o ano de 1891, quando se profissionalizou. Então, em 1891, o time mudou de nome novamente, vindo a chamar Woolwich Arsenal, e conseguindo finalmente entrar para a segunda divisão inglesa, em 1893, alcançando a primeira divisão em 1904.


O Período de Glórias – a Era Chapman
Hebert Chapman chegou ao Arsenal em 1925 e em 1930 guiou os Gunners ao seu primeiro troféu, vencendo o Huddersfield Town na final da FA Cup. Na temporada seguinte, o Arsenal seria campeão Inglês pela primeira vez. Entre 1933 e 1935, ganhou o tricampeonato da liga, feito que só havia sido feito por quatro clubes de ponta. Chapman veio a falecer no meio dos anos de glória do time e acabou se tornando uma lenda para o Arsenal. Durante este período, teve alguns dos melhores jogadores da Inglaterra: Alex James, Ted Drake, David Jack, Eddie Hapgood e George Male.


2003/2004 – The Invencible Team
Um título da Premier League sem derrotas e uma temporada invicta por 49 jogos. Esse é o repertório de um time que se firmou na história do clube e do futebol inglês. Uma equipe incrível, um contra-ataque mortal. Time formado por David Seaman, Lauren, Campbell, Touré e Ashley Cole; Ljungberg, Vieira, Gilberto Siva e Pires; Dennis Bergkamp e Thierry Henry. No banco, ainda, Cesc Fabregas, Robin van Persie, Edu, Reyes, Kanu e Wiltord. Abaixo, reproduzimos um dos jogos mais marcantes da campanha, denominado pela imprensa inglesa como “Battle of Old Trafford".


“On September 21, 2003, Arsenal played rivals Manchester United at Old Trafford in what was regarded as a top of the table clash. Both teams occupied the top two places and won four out of their first five matches of the season, with Arsenal drawing at home to Portsmouth and Manchester United losing away to Southampton. The home side were without Paul Scholes due to injury, so Quinton Fortune remained in the center of midfield. Sir Alex Ferguson made only one notable change from his team's 0–2 win at Charlton Athletic; defender Mikaël Silvestre came in for Nicky Butt. Arsenal who lost to Internazionale four days previously brought in Ray Parlour and Freddie Ljungberg to add steel into the midfield as opposed to Robert Pirès and Sylvain Wiltord. Defender Sol Campbell was also a key absentee following the death of his father.
In a match that offered very few clear cut opportunities, Arsenal captain Patrick Vieira was sent off for an alleged kick on striker Ruud van Nistelrooy, reducing his team to ten men. An extraordinary set of events soon followed in stoppage time as referee Steve Bennett awarded a penalty to Manchester United after he deemed Martin Keown of denying Diego Forlán from scoring. Van Nistelrooy stepped forward to take the spot kick but smacked it against the crossbar in what was the final action of the game. The striker was confronted by a group of Arsenal players — Martin Keown, Lauren, Ray Parlour, Ashley Cole and Kolo Touré after the final whistle, with United players Ryan Giggs, Cristiano Ronaldo, Gary Neville, Mikaël Silvestre, Quinton Fortune and Rio Ferdinand stepping in to exacerbate the issue.”


Official website: http://www.arsenal.com/home


sábado, 29 de outubro de 2011

RVP - A gunner legend.

A "previsão" do post anterior se confirmou e RVP foi pra cima da "rapa". RVP foi o melhor jogador do espetacular duelo entre Chelsea e Arsenal, que terminou num 3x5. O holandês entrou definitivamente na galeria de grandes ídolos gooners; pra torcida, nada mais que um deus. Cedo ou tarde isso aconteceria, mas nada mais justo do que conceder já este prêmio. Contaremos brevemente a trajetória de sua carreira até aquilo RVP significa hoje para a torcida e para o time do Arsenal.




Robin Van Persie. Roterdã, 6 de agosto de 1983. 1,83 e 71Kg. Canhoto. Camisa 10.


Trajetória pré-Arsenal: RVP se formou nas categorias de base do Excelsior e foi contratado pelo Feyenoord ainda antes de se tornar profissional. Já no time principal do Feyenoord foi considerado uma das maiores promessas do clube apesar de nunca ter se tornado titular absoluto no tempo por lá. No entanto, saiu jogando na partida da final da Copa da UEFA, em 2002, tendo uma atuação destacável e levando o Feynoord ao título da competição. A partir daí, chamou a atenção de Dick Advocaat, técnico à época da seleção nacional, além do interesse de grandes clubes europeus.




Em 2004, RVP foi contratado pelos londrinos do Arsenal. Arsene Wenger via no jovem holandês as características do veterano craque gunner Dennis Bergkamp, que se aposentaria tempos depois. Habilidoso, técnico e goleador, manteria um nome de peso com a camisa 10 do clube.




No Arsenal: Na sua primeira temporada no Arsenal, RVP foi um reserva de luxo, entrando às vezes no consagrado time, que contava entre outros com Henry, Pires, Ljungberg, Wiltord, além do próprio Bergkamp. Já na segunda temporada, firmou-se na equipe titular após ótimas atuações e belos gols. Nas temporadas seguintes, porém, uma série de lesões atrapalharam atuações consistentes dele. Na temporada 08/09, apenas, conseguiu manter uma boa sequência de jogos e se firmou como um dos artilheiros da equipe, tanto na Premier League, como na Champions League. A partir daí e também por causa da renovação de talentos promovida por Wenger, tornou-se ao lado de Fabregas o principal jogador do time e maior responsável pelos gols e aspirações do clube. No início da temporada 10/11, Cesc e Nasri, outro importante valor, deixaram o Arsenal. RVP herdou a faixa de capitão e se tornou isoladamente a maior referência entre os jogadores. Titular absoluto, dono do time, alma do time, RVP carrega nas costas a responsabilidade de alçar vôos maiores da equipe.



Após a vitória sobre o Chelsea, na tarde deste sábado em Stamford Bridge, não há mais discussão. Após marcar seu centésimo gol (são 107) pelo clube há algumas semanas e entrar num hall seleto de atletas que alcançaram esta marca, RVP entra agora num grupo de craques, gênios, ídolos do Arsenal Football Club. Três gols, atuação perfeita. 28 gols em 27 jogos na temporada. Um legend.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Van Persie contra a "rapa"

Neste sábado, 29/10, O Arsenal vai ao oeste de Londres encarar o poderoso Chelsea.
Opa, desculpem o erro. Na verdade, Van Persie vai ao oeste de Londres encarar o poderoso Chelsea.
(Às 9h45, na ESPN/Brasil.)




O Arsenal vem se recuperando gradativamente na Barclays, após início pífio. Conta demais com a categoria e decisão de Robin Van Persie, capitão, artilheiro e camisa 10 gunner. Não terá mais uma vez o lateral Bacary Sagna e seu substituto, o jovem Carl Jenkinson, é dúvida; Vermaelen volta e Wilshere permanece afastado por contusão.


Provável escalação - Szczesny; Koscielny, Mertesacker, Vermaelen e André Santos; Song, Ramsey e Arteta; Walcott, Gervinho e Van Persie (C).


Pelos lados dos blues, Drogba e Bosingwa, expulsos diante do QPR desfalcam a equipe, assim como Essien; o brasileiro Ramires é dúvida. O Chelsea precisa da vitória em seus domínios para não ver muito de longe o emergente City na ponta da tabela. André Villas-Boas assegurou que John Terry irá jogar; Terry está sendo investigado pela FA por acusações racistas contra Anton Ferdinand na partida do último domingo contra o QPR.


Provável escalação - Cech, Ivanovic, Terry (C), David Luiz e Cole; Mikel, 
Lampard e Raul Meireles; Sturridge, Juan Mata e Fernando Torres.


Dados e curiosidades do derby:


- O Chelsea perdeu apenas 3 dos últimos 19 jogos, por todas as competições, diante dos Gunners.
Na última vez que as equipes se enfrentaram, o Arsenal venceu por 3-1, em dezembro de 2010, no Emirates Stadium. Porém, no último confronto no Stamford Bridge, gunners superados pelo placar de 2-0;
- O Chelsea está há oito jogos da Premier League sem um clean sheet - pela primeira vez desde 09/2003, quando chegaram a nove pelejas;
- Os Blues estão invictos nos últimos 10 derbys de Londres, atuando em casa pela Premier League, tendo ganhando os nove últimos. A última derrota foi um 2-1 para o Arsenal, em 11/2008.
- O Arsenal está em uma sequencia de oito jogos da liga sem vencer fora de casa - a mais longa em sua história na Premier League.


No video, a última vitória gooner em Stamford. E Van Persie decidindo o jogo. Abaixo:

sábado, 6 de agosto de 2011

Arsenal

Arsenal Football Club, fundado em 1886, está localizado na região de Holloway, no norte de Londres. É conhecido pelos seus torcedores por “The Gunners”.

É 13 vezes campeão nacional - 1930–31, 1932–33, 1933–34, 1934–35, 1937–38, 1947–48, 1952–53, 1970–71, 1988–89, 1990–91, 1997–98, 2001–02 e 2003–04.  O mais notável na temporada 2003-2004, quando conquistou o título invicto.

O ídolo máximo da história do clube é Thierry Henry, que atuou na equipe entre 1999 e 2007. É também maior artilheiro da história do clube.

Atua no Emirates Stadium, estádio com capacidade para 60.443 espectadores. Por muito tempo, no entanto, sua casa foi o lendário Highbury, entre 1913 e 2006, comportando 38.419 pessoas.



Robin Van Persie: canhoto de extrema habilidade e chute muito potente. Desde a temporada passada carrega a camisa 10 dos gunners, outrora da lenda Dennis Bergkamp. É candidato a artilheiro do time e, também, da competição.


Cesc Fabregas: é responsável pela posse de bola da equipe e capitão do time. Dono de um passe impecável e muita visão de jogo, cabe a ele sustentar Nasri, Arshavin e Van Persie, os atacantes do time. Além disso, muitas vezes faz seus gols, seja penetrando na área adversário ou com tiros de longa distância.


Jack Wilshere: volante de muita pegada e excelente saída de jogo. Tamanha a qualidade de seu passe, atua muitas vezes como meia, principalmente na ausência de Cesc. Com apenas 19 anos, já é titular absoluto da equipe gunner.


É treinado por Arsene Wenger, que está no cargo desde 1996. Manterá neste ano sua filosofia de apostar em uma equipe jovem e promissora. No entanto, a pressão por títulos, que não vem há cinco anos, implica sobre Wenger a necessidade de uma conquista nesta temporada. Aposta em um time ofensivo, de toque e bola e contra-ataques mortais.

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